Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu as insígnias de Comandante em Chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) nesta quarta-feira (29/01) e anunciou a criação da Oficina Nacional para a Defesa e a Segurança Cibernética, voltada à proteção do espaço digital venezuelano.

A iniciativa é uma resposta ao apagão cibernético sofrido pelo país, durante o ataque das forças norte-americanas no último 3 de janeiro, que culminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.

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Foi “uma batalha desigual, com uma superioridade tecnológica e um armamento também desconhecidos”, salientou Rodríguez, em seu discurso ocorrido no pátio de honra da Universidade Militar Bolivariana para 3.200 militares e altos comandos.

Ao receber os emblemas máximos das Forças Armadas do país, como o Estado-Maior de Comando e a réplica da espada de Simón Bolívar, Rodríguez afirmou que diante dos inimigos do país, a Venezuela responderá em absoluta lealdade com a Revolução Bolivariana.

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“A Venezuela hoje precisa realmente confiar na política, mas em uma política, como disse, com p maiúsculo e v para Venezuela; é uma política e um diálogo entre venezuelanos e entre venezuelanos, sem qualquer tipo de interferência externa”, afirmou.

Rodríguez destacou que diante de uma conjuntura “extraordinária e complexa”, ela conta com “a força do poder do povo venezuelano, que nas primeiras horas de 3 de janeiro acordou em meio a uma terrível agressão militar”. A presidente internada saudou os familiares do presidente Nicolás Maduro presentes no evento e prestou homenagem aos militares mortos durante o ataque norte-americano.

Ela também agradeceu o apoio aos militares venezuelanos: “peço que o mesmo espírito do Libertador, o maior do universo, tome conta de vocês para abrir os novos caminhos que temos hoje para defender a pátria”.

Segurança cibernética

Além da Oficina Nacional para a Defesa e a Segurança Cibernética, voltada à proteção do espaço digital venezuelano, ela anunciou o relançamento da Grande Missão Negro Primero e da Missão Guardiões da Pátria, com o objetivo de aprofundar a justiça social entre militares e policiais.

Segundo Rodríguez, as ações buscam “curar as feridas” provocadas pela chamada guerra econômica, com prioridade para áreas como saúde, moradia e seguridade social dos que atuam na defesa da soberania nacional.

Ela também lançou o “Programa de Convivência Democrática e Paz”, na área de defesa. “Peço a todos os organismos máxima cooperação e máximo desempenho para que, em um prazo de 100 dias, tenhamos muito claros o delineamento do novo Sistema Defensivo para a Venezuela, em perfeita união cívico-militar-policial”, declarou.

Militares venezuelanos juram ‘lealdade absoluta’ a Delcy Rodríguez
Presidência da Venezuela

‘Lealdade absoluta’

Durante a cerimônia, também discursaram o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o das Relações Interiores, Justiça e Paz, Diosdado Cabello. Padrino López recordou que a Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça reconheceu Delcy Rodríguez como presidenta encarregada, a fim de “”preservar a governabilidade, Estabilidade e paz cidadã diante da ausência forçada do presidente nacional, garantindo que não haja vazios de poder na liderança do país.”

Segundo o ministro da Defesa, esse reconhecimento institucional garante a segurança legal e política da nação diante das ameaças de desestabilização, e acrescentou que a FANB age de acordo com o mandato da Magna Carta.

Já Diosdado Cabello citou o Discurso de Angostura de Simón Bolívar ao afirmar que “a unidade da pátria é o único caminho para a paz. Unidade, unidade, unidade devem ser o nosso lema”.

Ele reafirmou a constitucionalidade da defesa da continuidade do governo e da integridade do povo, em perfeita fusão popular, militar e policial. E citou que o país responde ao “atroz sequestro do nosso presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores” com a unidade que Hugo Chávez legou: “unidade, luta, batalha e vitória”.

“Não permitiremos que qualquer circunstância ou ameaça, por mais difícil que seja, seja usada para semear o caos em nossa terra”, afirmou, ao ratificar a “lealdade absoluta” de todos os homens e mulheres que compõem as forças de segurança à Constituição e à presidente interina, “porque defender sua gestão é defender a continuidade do Governo e a integridade do povo venezuelano.”