Quarta-feira, 13 de maio de 2026
APOIE
Menu

Uma greve nacional da Confederação dos Motoristas da Bolívia provocou bloqueios generalizados e paralisação de atividades em várias regiões do país desde segunda-feira (04/05). O setor protesta contra a qualidade dos combustíveis e o processo lento de compensação para os veículos afetados pela política econômica do presidente boliviano Rodrigo Paz.

A mobilização inclui interrupção do transporte de passageiros e cargas, além de bloqueios em vias estratégicas inicialmente por 24 horas. A greve, no entanto, poderá ser ampliada para 48 horas ou até por tempo indeterminado caso o governo Paz não atenda às reivindicações. Os grevistas, em protestos em vários pontos do país, exigem que autoridades governamentais compareceram nesta terça-feira (05/05) nos locais de protestos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A paralisação afetou principalmente as cidades de La Paz, El Alto e Cochabamba. O fechamento das estradas foi parcial nas cidades do eixo central. Na área sul da cidade de La Paz, capital do país, o tráfego permaneceu normal; enquanto em Miraflores e ao norte da cidade ruas foram bloqueadas. Em El Alto, no entanto, as vias foram completamente interditadas e, em Cochabamba, os motoristas fecharam importantes corredores urbanos.

Motoristas entram em greve contra política econômica de Rodrigo Paz
Reprodução vídeo / @Rodrigo_PazP

Segundo o dirigente da Confederação Boliviana de Motoristas, Víctor Tarqui, o movimento seguirá escalonado. Os motoristas demandam garantias de abastecimento e qualidade do combustível, além de indenização por danos causados aos motores devido à “gasolina de má qualidade” ofertada pelo governo. Eles também pedem melhorias na infraestrutura rodoviária, informa o jornal Larazon.

Mais lidas

O setor alerta que acordos firmados anteriormente não foram cumpridos pelo governo e reclama das longas filas para obtenção de diesel, além de problemas no fornecimento energético do país.

A paralisação nos transportes se soma à greve geral, por tempo indeterminado, convocada pela Central Operária Boliviana (COB) no último sábado (02/05). Os operários bolivianos reivindicam aumento salarial, redução de salários no setor público e rejeição a medidas consideradas prejudiciais à soberania alimentar e aos territórios indígenas.