Motoristas entram em greve e bloqueiam vias estratégicas de cidades bolivianas
Protesto de 24 horas nesta segunda (04) pressiona por melhor qualidade nos combustíveis e ocorre em meio à paralisação, por tempo indeterminado, anunciada por central operária
Uma greve nacional da Confederação dos Motoristas da Bolívia provocou bloqueios generalizados e paralisação de atividades em várias regiões do país desde segunda-feira (04/05). O setor protesta contra a qualidade dos combustíveis e o processo lento de compensação para os veículos afetados pela política econômica do presidente boliviano Rodrigo Paz.
A mobilização inclui interrupção do transporte de passageiros e cargas, além de bloqueios em vias estratégicas inicialmente por 24 horas. A greve, no entanto, poderá ser ampliada para 48 horas ou até por tempo indeterminado caso o governo Paz não atenda às reivindicações. Os grevistas, em protestos em vários pontos do país, exigem que autoridades governamentais compareceram nesta terça-feira (05/05) nos locais de protestos.
A paralisação afetou principalmente as cidades de La Paz, El Alto e Cochabamba. O fechamento das estradas foi parcial nas cidades do eixo central. Na área sul da cidade de La Paz, capital do país, o tráfego permaneceu normal; enquanto em Miraflores e ao norte da cidade ruas foram bloqueadas. Em El Alto, no entanto, as vias foram completamente interditadas e, em Cochabamba, os motoristas fecharam importantes corredores urbanos.

Motoristas entram em greve contra política econômica de Rodrigo Paz
Reprodução vídeo / @Rodrigo_PazP
Segundo o dirigente da Confederação Boliviana de Motoristas, Víctor Tarqui, o movimento seguirá escalonado. Os motoristas demandam garantias de abastecimento e qualidade do combustível, além de indenização por danos causados aos motores devido à “gasolina de má qualidade” ofertada pelo governo. Eles também pedem melhorias na infraestrutura rodoviária, informa o jornal Larazon.
O setor alerta que acordos firmados anteriormente não foram cumpridos pelo governo e reclama das longas filas para obtenção de diesel, além de problemas no fornecimento energético do país.
A paralisação nos transportes se soma à greve geral, por tempo indeterminado, convocada pela Central Operária Boliviana (COB) no último sábado (02/05). Os operários bolivianos reivindicam aumento salarial, redução de salários no setor público e rejeição a medidas consideradas prejudiciais à soberania alimentar e aos territórios indígenas.
























