Terça-feira, 3 de março de 2026
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou em entrevista à NBC News, divulgada nesta quinta-feira (12/02), que o líder venezuelano Nicolás Maduro segue como mandatário legítimo do país caribenho.

“Posso afirmar que o presidente Nicolás Maduro é o presidente legítimo. E, como advogada, digo que tanto o presidente Maduro, quanto [a primeira-dama] Cilia Flores são inocentes”,  reiterou à jornalista Kristen Welker, em Caracas.

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Esta foi a primeira entrevista da presidente interina a um veículo norte-americano, desde que assumiu o cargo, após a agressão dos Estados Unidos em 3 de janeiro, que culminou com o sequestro do presidente venezuelano e da primeira-dama.

Durante a conversa, ela revelou ter sido convidada a visitar os Estados Unidos, pelo secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, que esteve em Caracas na última quarta-feira (11/02). O pedido está em análise. “Estamos considerando ir para lá assim que estabelecermos essa cooperação e pudermos avançar com tudo”, declarou.

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Respeito à Constituição

Ao ser provocada por Welker sobre quem manda atualmente na Venezuela, se ela ou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Rodríguez foi categórica: “eu estou encarregada da Presidência da Venezuela conforme estabelecido claramente na Constituição”.

E acrescentou: “pela quantidade de trabalho que tenho, pelo quão ocupada estou, posso dizer que é uma tarefa muito difícil que estamos realizando completamente, dia após dia.”

Rodríguez também disse estar comprometida com a realização de eleições “justas e livres” no país. “O calendário das eleições será definido pelo diálogo político neste país”, garantiu, acrescentando que “realizar eleições livres e justas na Venezuela significa também ter um país onde a justiça possa ser feita livre de sanções“, em menção à política de estrangulamento econômico promovida por Washington, durante décadas.

Já sobre a líder da oposição radical, María Corina Machado, que entregou recentemente seu Prêmio Nobel ao presidente dos Estados Unidos, Rodríguez afirmou que caso retorne à Venezuela, ela terá de responder, pelo menos, três questões ao povo venezuelano: “por que pediu uma intervenção militar, por que pediu sanções contra a Venezuela e por que celebrou as ações que ocorreram no início de janeiro”.