Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Os Estados Unidos e o Paraguai assinaram um acordo de cooperação que permite a atuação de militares e funcionários civis do Departamento de Defesa (Pentágono) em território paraguaio. O pacto foi anunciado pelo Departamento de Estado dos EUA nesta segunda-feira (15/12) e assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano.

O documento estabelece as bases legais para operações de forças estrangeiras em um determinado país, definindo direitos, responsabilidades e o status legal do pessoal militar e civil estadunidense em solo paraguaio. No entanto, o acordo não estabelece, necessariamente, a criação de bases militares permanentes.

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Segundo comunicado do Departamento de Estado, o texto cria uma estrutura para treinamentos bilaterais e multinacionais, ações humanitárias, resposta a desastres e outras atividades de segurança consideradas de interesse comum.

Restabelecimento da Doutrina Monroe

Este movimento ocorre no contexto da nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada no início do mês pelo governo Trump. O documento prevê uma reorientação militar para a América Latina como parte de um “reajuste da presença militar global”.

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A estratégia recupera explicitamente elementos da Doutrina Monroe, que define historicamente a América Latina como área de influência e interesse estratégico exclusivo dos EUA.

A estratégia do segundo governo Trump, conforme o documento, alega fazer uma “correção de conduta”. Acusa as gestões anteriores de buscarem uma “dominação global” onerosa e de permitirem que aliados “terceirizassem” seus custos de defesa para Washington. Agora, a nova postura reivindica um foco mais assertivo nos interesses norte-americanos, com a América Latina ocupando um lugar central nesse “reajuste”.