Terça-feira, 14 de julho de 2026
APOIE
Menu

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, nesta terça-feira (07/07), a realização do debate urgente solicitado por Cuba sobre as ações agressivas dos Estados Unidos contra a ilha. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel agradeceu as 136 nações que votaram a favor — enquanto nove votaram contra, sendo EUA, Argentina, Costa Rica, Tchéquia, Israel, Marrocos, Macedônia do Norte, Ucrânia e Paraguai, e 30 se abstiveram.

“Cada voto mostra senso de justiça e coragem, ao sobrepujar fortes pressões desde dias anteriores, e às descaradas mentiras do delegado dos EUA para sabotá-lo”, escreveu no X.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também rejeitou a narrativa de Washington de que Cuba representa uma ameaça à segurança dos EUA e afirmou que não há evidências de que a ilha constitua um risco para aquele país.

“Não há nenhuma declaração do governo cubano, nenhuma evidência, nem mesmo o menor indício de que Cuba tenha a intenção de ameaçar os Estados Unidos”, disse ele , acrescentando que “Cuba não é uma ameaça. O bloqueio é”.

Mais lidas

Ainda, durante a Assembleia, a representante do Uruguai, em nome do Grupo dos 77 e da China, expressou sua preocupação com a intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, e afirmou que essas medidas constituem um obstáculo à normalização das relações entre os dois países.

O Grupo dos 77 e a China também pediram a remoção de Havana da lista unilateral dos Estados Unidos de países patrocinadores do terrorismo.

Por sua vez, os representantes da União Europeia e dos seus Estados-Membros reconheceram o impacto humanitário negativo que certas medidas têm sobre o povo cubano e afirmaram que a Carta das Nações Unidas deve continuar a ser o quadro orientador da ação internacional.

A UE observou que, num contexto em que os cubanos enfrentam condições cada vez mais difíceis, os princípios e mandatos da organização internacional devem ser protegidos.

Rússia e China denunciam bloqueio

A China enfatizou que o fato de 136 estados terem votado a favor da realização deste debate demonstra claramente o apelo da comunidade internacional por justiça.

As Nações Unidas (ONU) realizaram um debate adicional sobre a ‘necessidade de pôr fim ao embargo comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba’, com 136 votos a favor, 9 contra e 30 abstenções

Dessa forma, Pequim instou Washington a pôr fim imediatamente ao bloqueio e a todas as formas de coerção e pressão contra Havana, e a parar de violar o direito à vida e ao desenvolvimento do povo cubano, bem como de contrariar o consenso internacional, a história e a consciência da humanidade.

O enviado permanente da Rússia nas Nações Unidas declarou que as dificuldades enfrentadas por Cuba, particularmente em relação à energia e ao acesso a suprimentos essenciais, estão ligadas ao impacto do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.

“Para nós, a eletricidade é uma necessidade básica. Agora imagine um dia típico em Cuba: você acorda sem luz, sem água, porque as bombas pararam; a comida na geladeira estragou, o transporte público está paralisado e o hospital mais próximo está funcionando com geradores de emergência”, disse ele.

O representante russo argumentou que o fornecimento de combustível a Cuba deixou de ser uma questão puramente comercial e se tornou uma questão humanitária, devido às restrições que, segundo ele, dificultam a chegada de recursos energéticos à ilha.

Ele também rejeitou medidas coercitivas unilaterais e afirmou que o embargo dos EUA constitui uma política de pressão contra um Estado soberano, contrária aos princípios da Carta das Nações Unidas.

(*) com informações de Cubadebate