Organização exige notícias e libertação de advogada presa há um ano em El Salvador
Ruth López, reconhecida por sua luta pelos direitos humanos, passou por procedimento médico; familiares apelam por acesso à ativista
A organização de direitos humanos Cristosal e familiares da advogada salvadorenha Ruth López divulgaram um comunicado exigindo que o governo de Nayib Bukele informe imediatamente sobre o estado de saúde da ativista. Reconhecida mundialmente por denunciar as arbitrariedades do governo salvadorenho, ela foi detida em maio de 2025 e segue em prisão preventiva, sem julgamento.
No último fim de semana, os familiares da advogada foram informados que ela havia sido internada e submetida a procedimentos médicos. Eles estão sem informações sobre a transferência ou os motivos da intervenção.
No comunicado, eles pedem a “libertação imediata” de López e exigem “acesso urgente ao prontuário médico e a ela pessoalmente, a fim de verificar se o Estado está fornecendo a assistência médica de que ela necessita”.
“Reconhecemos a importância de que Ruth López receba atendimento de saúde rápido e oportuno, mas exigimos que sua família seja informada imediatamente sobre seu estado de saúde”, acrescenta o comunicado.
Eles solicitam “a libertação imediata de Ruth López, a fim de garantir seu direito à saúde, permitir que ela esteja acompanhada por sua família”, citando a recomendação da CIDH, “que instou o Estado salvadorenho a revisar a legalidade e a proporcionalidade de sua prisão preventiva”.
Em setembro de 2025, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) concedeu medidas cautelares em favor da advogada ao considerar que seus direitos à vida, à integridade física e à saúde enfrentavam risco de dano irreparável.

Organização exige notícias e libertação de advogada presa há um ano em El Salvador
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López
Especializada em combate à corrupção, legislação eleitoral e proteção dos direitos humanos, López tornou-se uma das principais vozes críticas ao governo de Nayib Bukele. Ao prender a advogada, a Procuradoria Geral de El Salvador alegou que ela colaborou na subtração de fundos dos cofres do Estado.
López atuou como assessora jurídica da Cristosal, organização voltada à promoção da democracia e dos direitos humanos na América Central, e desenvolveu campanhas públicas em defesa da transparência institucional e da fiscalização cidadã sobre as autoridades do país.
Seu trabalho é reconhecido mundialmente. Em 2024, ela integrou a lista da BBC das100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo.
























