Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Em meio ao debate no Congresso sobre o projeto de lei orçamentária de 2027, médicos do setor público anunciaram na terça-feira (08/09) a convocação de uma greve para exigir aumentos salariais.

Rossana González, secretária-geral do Sindicato Nacional dos Médicos (Sinamed), anunciou à imprensa que o sindicato havia notificado formalmente o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social sobre a convocação de uma nova greve, no mesmo dia em que as autoridades se mobilizavam para estudar formas de conter o protesto dos médicos.

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“Hoje, um canal está aberto, um canal mais oficial, para negociar também com o intermediário, que seria o Ministério do Trabalho. Repito, nosso objetivo não é entrar em greve, mas resolver este problema”, afirmou.

Após realizarem uma assembleia na qual rejeitaram como “migalhas” uma proposta do governo para um aumento salarial (que consistia em uma tabela salarial, através da qual aqueles com mais formação e antiguidade receberiam mais), na última quinta-feira os médicos convocaram a suspensão das atividades nos dias 21 e 22 de setembro.

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Esta greve será adicional à já realizada pelos médicos entre 24 e 28 de agosto, em busca de uma melhoria salarial, do fornecimento de medicamentos e suprimentos para hospitais, da alocação de vagas para cerca de 9.000 trabalhadores com contratos temporários e de outros benefícios trabalhistas.

Na última quinta-feira, os médicos pediram a suspensão das atividades nos dias 21 e 22 de setembro. Foto: teleSUR
Na última quinta-feira, os médicos pediram a suspensão das atividades nos dias 21 e 22 de setembro
Foto: teleSUR

Segundo dados oficiais, um médico no sistema público de saúde paraguaio ganha entre 5 milhões (R$ 4.300) e 5,4 milhões de guaranis (R$ 4.640), dependendo do tipo de contrato; no entanto, alguns têm mais de um contrato com o governo.

Os líderes do Sinamed ouviram uma nova proposta do Ministério da Saúde e Bem-Estar Social na terça-feira, mas nenhum detalhe oficial foi divulgado.

“Não estamos fechados a nenhuma proposta”, disse González à ABC TV ao sair de uma reunião com funcionários da MSPB, observando que “poderia ser com um sistema de classificação, mas sempre com um padrão mínimo para todos”.

Da mesma forma, os professores do setor público convocaram ontem, terça-feira, uma greve para os dias 17 e 18 de setembro, exigindo um aumento salarial de 8% e mais verbas para a educação em 2027.

Silvio Piris, presidente da Federação Paraguaia de Educadores (FEP), disse à ABC TV que durante esses dias “é esperada uma grande mobilização, com paralisação total das atividades pedagógicas” nas instituições de ensino do setor público.

O líder lamentou que, em 1º de setembro, quando o Executivo apresentou ao Congresso a proposta de orçamento para 2027, tenha sido proposto um aumento de 2,4% nos salários desse setor.

“Deveria ser pelo menos 5%”, disse Piris, que também anunciou que pedirá ao Ministério da Economia e Finanças que inclua o aumento salarial na pauta do projeto de lei orçamentária, que começou a ser debatido no Congresso na segunda-feira.

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