Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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Na noite de domingo (07/12), a Coordenação Nacional do Partido Livre de Honduras e sua candidata à presidência, Rixi Moncada, denunciaram que o “golpe eleitoral” em curso em Honduras foi confirmado, por meio da manipulação do Sistema de Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP) em seu código-fonte.

“Eles declaram veementemente à comunidade internacional que o Partido Libre exige a anulação total das eleições realizadas na semana anterior — cujos resultados manipulados deram a vitória ao empresário escolhido a dedo por Donald Trump, Nasry Asfura — e exige a ‘investigação dos atos de terrorismo eleitoral perpetrados por meio do TREP'”, afirmou Moncada.

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“Condenamos a interferência e a coerção do presidente dos EUA, Donald Trump, nas eleições hondurenhas”, é a primeira declaração do partido da atual presidente Xiomara Castro, em resposta ao que consideram evidências de um golpe eleitoral clássico.

O partido afirmou que ontem (07), durante a sessão plenária do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), foi demonstrado que o Sistema de Transmissão de Resultados Preliminares (TREP) teve seu código-fonte manipulado. Sem o uso das três chaves e sem o conhecimento dos técnicos, o software foi alterado e comprometido , violando a lei eleitoral e os protocolos de segurança. O Libre sustenta que este ataque é um “ataque à soberania nacional”.

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Nessa sessão plenária, foi confirmada a violação nos módulos de divulgação, análise e processamento de atas: 5.000 atas com zero, inconsistências em 95,17% das atas transmitidas em relação ao sistema biométrico, 4.659 atas sem comprovação biométrica e constantes falhas na página, o que determina intervenções contra o software original, explica o comunicado do partido.

O jornal Libre alega que as páginas de divulgação permanecem falsificadas e desatualizadas há três dias consecutivos e acrescentou outra alegação: possíveis ligações diretas no TREP (Tribunal de Relações Eleitorais) do Conselho Nacional Eleitoral com o Partido Nacional, que supostamente se prestaram à manipulação dos resultados eleitorais.

“O Partido Liberal não reconhece as eleições realizadas sob interferência e coerção do Presidente dos Estados Unidos e da oligarquia aliada, que atacaram o povo com um golpe eleitoral em curso, após enviarem milhões de mensagens por diferentes plataformas, ameaçando o povo de que, se votassem em Rixi Moncada, não receberiam remessas em dezembro”, foi a declaração do partido.

Ecoando a denúncia do golpe, Moncada afirmou que seu partido condena o indulto concedido por Donald Trump ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández — condenado a 45 anos de prisão nos EUA — durante o processo eleitoral em Honduras. Esse indulto lança uma sombra sobre todo o processo eleitoral devido ao legado de corrupção e narcotráfico do ex-presidente, legado esse que se reflete no candidato do Partido Nacional, Nasry Asfura, a quem Trump apoiou publicamente poucos dias antes da eleição.

“Ordenamos que a interferência estrangeira e o crime de traição contra a pátria sejam denunciados perante a ONU, a OEA, a CELAC e outras organizações internacionais”, anunciou Libre.

O partido convocou seus membros a participarem de ocupações, mobilizações, protestos e marchas contra a fraude e o golpe eleitoral, e afirma que sua autoridade máxima é a Assembleia Nacional Extraordinária, convocada para o próximo dia 13 de dezembro.