Domingo, 6 de setembro de 2026
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A conta oficial de Nicolás Maduro no X divulgou neste domingo (30/08) as primeiras imagens do presidente venezuelano dentro do Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, em Nova York.

Maduro está preso desde janeiro, após ser sequestrado por Washington na madrugada de 3 de janeiro, juntamente com a primeira-dama Cilia Flores. Nas fotografias, ele aparece sorrindo, vestido com um agasalho cinza e fazendo com uma das mãos o sinal de vitória. “Envio estas fotos como um pequeno presente a todos os meus netos e netas, às crianças e a todas as pessoas nobres que nos amam”, diz a mensagem.

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“Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio do amor de vocês, esse amor que chega até nós transformado em oração, em ação permanente, em solidariedade e em apoio verdadeiro. Infinitos agradecimentos por cada palavra, por cada gesto, por cada bênção”, acrescenta o texto.

Em outra postagem, o presidente venezuelano cita o apóstolo Paulo: “Mas, em todas estas coisas, somos mais que vencedores por aquele que nos amou”, e afirma: “continuaremos fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá”.

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“Aproveitem este pequeno presente com alegria e esperança. Cilia e eu os abraçamos para sempre, com a alma voltada para vocês e com a fé intacta em Deus”, conclui o texto.

As imagens foram registradas em 25 de junho, segundo a data exibida nas próprias fotografias. Segundo El País, pessoas próximas a Maduro confirmaram que as fotos foram feitas naquela data, durante a semana do Dia dos Pais. O presidente venezuelano teve acesso às imagens em 13 de julho, mas elas só chegaram nesta semana às pessoas de seu entorno, antes de serem divulgadas publicamente.

Audiências

Maduro responde na Justiça norte-americana a quatro acusações relacionadas a narcoterrorismo. Em sua primeira audiência, realizada em 5 de janeiro e presidida pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, Maduro e Flores declararam sua inocência e rechaçaram as acusações.

“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente. Continuo sendo presidente do meu país”, afirmou o presidente venezuelano, acrescentando ter sido capturado em sua casa em Caracas. “Sou um prisioneiro de guerra”, declarou ao deixar a sala. Seu advogado, Barry Pollack, indicou desde então que contestaria a legalidade da captura, defendendo que o presidente venezuelano tem imunidade por sua condição de chefe de Estado.

Na segunda audiência, em 26 de março, ganhou destaque uma disputa sobre o pagamento dos honorários dos advogados. Sanções norte-americanas impediam o governo venezuelano de custear os honorários e prejudicavam o direito de Maduro e Flores de escolher seus representantes legais.

Hellerstein questionou a justificativa apresentada pelo governo dos EUA para manter o bloqueio, mas não arquivou o processo. A controvérsia foi solucionada apenas no mês seguinte, quando o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, modificou as licenças e autorizou que o governo venezuelano utilizasse recursos para pagar os advogados.

Julgamento está previsto para junho

Os dois voltaram ao tribunal em 22 de julho, na terceira audiência desde que chegaram aos Estados Unidos. A sessão durou cerca de 20 minutos, e Hellerstein marcou para 1º de junho de 2027 o início do julgamento, seguindo um calendário proposto conjuntamente pela acusação e pela defesa.

No próximo mês, a defesa tentará derrubar o processo. Hellerstein estabeleceu o dia 2 como prazo para uma primeira rodada de moções. Além da questão da imunidade, os advogados também questionam a legalidade da operação militar norte-americana.

Uma nova audiência está marcada para 17 de novembro, quando o tribunal deverá ouvir os argumentos sobre questões preliminares levantadas pela defesa.

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