Sexta-feira, 8 de maio de 2026
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O chefe da autoridade eleitoral do Peru, Piero Corvetto, apresentou sua renúncia nesta terça-feira (21/04), em meio ao aumento da pressão política e institucional devido à demora na divulgação dos resultados das eleições gerais realizadas em 12 de abril. As informações são da Reuters.

Corvetto, que liderava o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), divulgou sua carta de renúncia nas redes sociais. No documento, afirmou que a decisão é “necessária e inevitável” para garantir que o segundo turno presidencial, previsto para 7 de junho, ocorra “em um contexto de maior confiança pública”.

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O ex-dirigente eleitoral reconheceu anteriormente atrasos logísticos no processo de apuração, mas negou a existência de irregularidades. Segundo ele, ainda há questões pendentes que precisam ser esclarecidas por meio de uma “investigação imparcial e exaustiva”.

A demora na contagem oficial dos votos gerou acusações de fraude por parte de candidatos e levou líderes empresariais e parlamentares a pedirem sua substituição. Observadores eleitorais da União Europeia (UE) informaram na semana anterior que não encontraram evidências de ilegalidades no processo.

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Na segunda-feira (20/04), autoridades eleitorais iniciaram a revisão de milhares de cédulas contestadas por inconsistências, ausência de informações ou erros nas atas de votação. A medida contribuiu para ampliar o atraso na divulgação dos resultados finais.

Disputa segue indefinida

Com cerca de 94% das urnas apuradas, Keiko Fujimori lidera com aproximadamente 17% dos votos. A disputa pela segunda vaga no segundo turno permanece acirrada entre o congressista de esquerda Roberto Sánchez, com 12,0%, e o candidato ultraconservador Rafael López Aliaga, com 11,9%.

A diferença entre os dois gira em torno de 14 mil votos e segue oscilando. De acordo com o Júri Nacional de Eleições (JNE), o resultado final da eleição presidencial será divulgado até 15 de maio. O órgão confirmou que aceitou a renúncia de Corvetto.