Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Com pouco mais de 90% das urnas apuradas na manhã desta quarta-feira (15/04), o candidato de esquerda do Juntos por el Perú, Roberto Sánchez (12,037%) havia desbancado o extremista de direita Rafael López Aliaga (11,900%), da Renovación Popular, ocupando o segundo lugar nas eleições presidenciais. Por sua vez, Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, da Fuerza Popular, seguia na liderança (16,976%). Os dados seguem sendo divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (ONPE).

A ascensão de Sanchez tem sido gradual ao longo da contagem, levando em consideração que a ONPE começou a publicar os resultados preliminares na noite de domingo (12/04), quando Fujimori estava em primeiro lugar apresentando uma média de 23% dos votos contados. A disputa acirrada deve determinar o candidato que disputará o segundo turno com a filha do ditador para assumir o Executivo no Peru entre 2026 e 2031.

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Candidato de esquerda do Juntos por el Perú, Roberto Sánchez pode disputar segundo turno com Keiko Fujimori
X/@RobertoSanchP

Pouco antes de ser ultrapassado pelo candidato de esquerda, Aliaga ameaçou convocar a população a uma insurgência civil nacional ao dar um prazo de 24 horas para que a justiça eleitoral anulasse o pleito presidencial.

“[O tribunal eleitoral] tem 24 horas para declarar a nulidade dessa porcaria”, declarou Aliaga na noite de terça-feira (14/03), declarando-se em “alerta permanente”. O prazo sugerido por ele expiraria às 20h do Peru, ou seja, 22h pelo horário de Brasília.

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O processo eleitoral tem sido marcado por reclamações de irregularidades e falta de material em vários centros eleitorais. Diante da situação, o Júri Nacional de Eleições (JNE) apresentou uma queixa criminal contra o chefe da ONPE, Piero Corvetto. A acusação apresentada ao Ministério Público aponta para supostos crimes de ataque ao direito de voto e omissão de funções. Apesar disso, a ONPE segue processando os registros eleitorais coletados.

(*) Com Telesur