Quarta-feira, 20 de maio de 2026
APOIE
Menu

O Ministério Público peruano solicitou uma pena de prisão de cinco anos e quatro meses para Roberto Sánchez, candidato presidencial do partido Juntos por el Perú (JP). A justificativa apresentada é que ele teria fornecido supostas informações falsas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) sobre contribuições de campanha entre 2018 e 2020.

O pedido do MP ocorre um dia após a apuração da eleição presidencial indicar que Sánchez deve ir ao segundo turno contra a candidata da extrema direita Keiko Fujimori.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O advogado do candidato, Carlos García, declarou que seu cliente já havia sido investigado por suposta fraude na administração de pessoas jurídicas, mas o caso foi arquivado. Ele também indicou que as duas acusações contra Sánchez estão relacionadas ao mesmo incidente: a apresentação de relatórios financeiros.

A defesa explicou que, em relação a 2020, a conduta foi classificada como declaração falsa, enquanto no caso de 2021 foi considerada falsificação de informações sobre contribuições, visto que este último delito só foi incorporado ao código penal naquele ano.

Mais lidas

Segundo o jornal La República, o Ministério Público também pediu que Sánchez fosse permanentemente impedido de ocupar o cargo de presidente do partido. O MP alega ainda que Sánchez declarou que não houve despesas durante a campanha eleitoral de 2018.

O Ministério Público também acusa Sánchez de supostamente ter apresentado informações falsas no relatório financeiro anual de 2020. Segundo o MP, Sánchez declarou que essa contribuição se referia ao uso da sede do partido naquele ano. No entanto, o ONPE enviou uma carta ao suposto contribuinte, que negou ter feito tal contribuição no ano indicado.

De acordo com García, as acusações não se aplica ao seu cliente, pois os relatórios financeiros são elaborados pelo tesoureiro do partido, que também era responsável por submetê-los ao ONPE.

Roberto Sánchez poderá ir a julgamento

O Poder Judiciário agendou uma audiência virtual para 27 de maio com o objetivo de analisar a nova acusação contra o parlamentar. Durante essa audiência, o tribunal decidirá se o caso seguirá formalmente para julgamento.

O Ministério Público, por sua vez, busca encaminhar o caso para a fase final, na qual as provas coletadas durante a investigação serão apresentadas e debatidas.

A investigação teve início há seis anos e somente após a consolidação do segundo turno foi encaminhada.