Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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O presidente interino do Peru, José María Balcázar, informou no domingo (14/06) que deve encurtar sua viagem à Europa devido às mobilizações em defesa do voto popular e da transparência eleitoral. O mandatário tem uma agenda no exterior marcada para 15 a 19 de junho, que inclui um encontro com o Papa Leão XIV no Vaticano e visitas a Roma e Paris. 

Segundo Balcázar, o objetivo é coordenar ações para garantir a paz na capital Lima diante da possibilidade da eclosão de outros protestos em meio à contagem dos votos do segundo turno presidencial, cuja apuração atinge 98,59%.

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Nesta manhã de segunda-feira (15/06), a candidata da ultradireita, Keiko Fujimori (do Força Popular) contabilizava 50.051% dos votos, enquanto o candidato da esquerda, Roberto Sánchez (do Juntos pelo Peru), 49.949%, conforme as informações atualizadas pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do país. Embora não haja atas pendentes para serem contadas, é necessário aguardar 1.305 que serão enviadas ao Júri Eleitoral Especial (JEE).

À rádio Exitosa, Balcázar explicou que ele deve permanecer em Lima para que não haja interferência nas eleições. Além disso, destacou que realizará reuniões com a Polícia Nacional e as Forças Armadas para avaliar a situação e antecipar cenários que possam exigir ação das autoridades competentes. 

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“O direito ao protesto pacífico ou às marchas pacíficas não pode ser retirado, o que é uma liberdade democrática”, disse o mandatário interino, destacando que as forças policiais e armadas possuem a experiência necessária para agir com responsabilidade nos protestos.

O presidente interino do Peru, José María Balcázar, deve encurtar sua viagem à Europa devido às mobilizações em defesa do voto popular e da transparência eleitoral
Presidencia de la República del Perú

No sábado (13/06), grupos sociais, sindicatos e apoiadores do Juntos pelo Peru marcharam pelo centro de Lima exigindo transparência eleitoral e revisão de anomalias atribuídas à direita durante o segundo turno, especialmente nas regiões de Chiclayo, Arequipa, Puno e Ayacucho. 

Em linha com a demanda por transparência, o partido de Sánchez entrou com um recurso de anulação em 294 seções eleitorais na Argentina na noite de sábado. Naquele dia, ele também anunciou que pediriam a nulidade de 1.657 seções eleitorais em Lima e 652 nos Estados Unidos. No total, a legenda informou ter detectado votos irregulares em cerca de 2.400 tabelas.

“Nos reafirmamos exigindo transparência, respeito à democracia e ao voto do nosso povo”, disse Sánchez, que acrescentou que “ninguém precisa se opor a essa recontagem, para que todo o povo saiba, mesmo que por um voto, quem obterá a vitória eleitoral”.

Na sexta-feira, o candidato de esquerda também propôs a Keiko Fujimori para apresentar conjuntamente uma exigência de revisão da contagem. No entanto, ela recusou.

(*) Com Telesur