Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (16/04) pelo instituto Opina Argentina mostra que a desaprovação ao governo do presidente Javier Milei alcançou 63%, contra 35% de aprovação.

O índice de desaprovação inclui 58% de entrevistados que disseram ter percepção “muito negativa” da administração de extrema direita, e 5% com percepção “algo negativa”.

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O índice de aprovação também está dividido entre 20% com percepção “muito positiva” e 15% com percepção “algo positiva” sobre a gestão.

Também houve 2% de entrevistados que disseram não ter opinião formada sobre o tema, ou que preferiram não responder a indagação.

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O cenário desta pesquisa de abril significa uma mudança significativa em comparação ao mês anterior, quando pesquisa do mesmo instituto mostro a desaprovação de Milei em 58% (cinco pontos percentuais a menos) e a aprovação em 41% (seis pontos a mais).

Em comparação com a última pesquisa de Opina Argentina feita 2025, a desaprovação de Milei subiu 11 pontos (de 52% para 63%) e a aprovação caiu 13% (de 48% para 35%) em apenas quatro meses.

Opositores em alta

Além da queda de Milei, a pesquisa mostra que as duas figuras mais bem avaliadas da política argentina atualmente são representantes da oposição de esquerda ao governo.

Em um cenário de ampla crise política, até mesmo as figuras melhor posicionadas apresentam uma rejeição maior que a aprovação. No entanto, chamam a atenção dois casos: os de Myriam Bregman e Axel Kicillof, cujos números demonstram diferenças significativas em comparação com os de Milei.

A deputada Bregman, líder da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, por sua sigla em espanhol) é a figura política com menor rejeição da Argentina atualmente, com 47% de desaprovação, contra 44% de aprovação. Vale lembrar que ela foi candidata presidencial em 2023, disputando contra Milei – e se destacando nos embates contra ele, em debates realizados no primeiro turno.

Já Kicillof, atual governador da Província de Buenos Aires, tem 44% de aprovação e 53% de desaprovação.. Ele é representante da ala mais à esquerda da coalizão peronista União Pela Pátria.

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner (2007-2015) foi mencionada na consulta, apesar de estar inelegível. Membro da coalizão União Pela Pátria, ela obteve 39% de aprovação e 59% de desaprovação.

Milei perdeu 13 pontos de popularidade em apenas quatro meses
Revista Caras y Caretas

Contra a reeleição de Milei

Os números de popularidade dos políticos na pesquisa Opina Argentina sintonizam com os de outra medição, do instituto Zurban Córdoba, publicada nesta terça-feira (14/04), no qual 60,1% dos entrevistados disseram que votariam contra a reeleição de Milei se as eleições presidenciais fossem hoje.

Por outro lado, 29,4% disseram que votariam a favor de um segundo mandato do ultraliberal. Outros 10% se disseram indecisos.

As próximas eleições presidenciais na Argentina devem acontecer no segundo semestre de 2027.

Efeito da reforma?

Vale lembrar que, em fevereiro passado, em meio a esse período medido pelas pesquisas mencionadas acima, Milei sancionou uma reforma trabalhista que tem sido amplamente rechaçada pela sociedade.

O texto aprovado no Congresso permite o aumento da jornada diária de trabalho para até 12 horas, desconto salarial de até 75% para funcionários com licença médica – o pagamento de salário integral será dado somente a trabalhadores com doença terminal comprovada –, pagamentos de salário não em dinheiro mas em forma de bens ou serviços, entre outras mudanças.

Com informações de Página/12 e El Cronista.