Petro acusa 'estratégia astuta' de Marco Rubio para favorecer De La Espriella
Presidente colombiano alerta para suposto lobby de associações empresariais do país junto a entidades dos EUA visando sua prisão e interferência nas eleições
O presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou na segunda-feira (15/06) “a pior parte da sociedade” dos Estados Unidos de conspirar com o Grupo Empresarial Antioquia, a Associação Nacional de Empresários da Colômbia (ANDI) e o grupo de Ardila Lulle para influenciar as eleições presidenciais do país e tentar prendê-lo.
Em uma publicação em sua conta no Google+, o presidente colombiano disse que esses setores “manipulam as eleições livres do povo colombiano” e fazem alianças “com dinheiro sujo” para tentar prender “o presidente que fez a reforma trabalhista em favor dos trabalhadores e não deles, que estavam acostumados a ter um Estado que os obedecia”.
Ele acusou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de arquitetar uma “estratégia astuta” para “interferir ilegalmente na campanha eleitoral da Colômbia“, favorecendo o candidato de direita Abelardo de la Espriella, a quem descreveu como um “fantoche político” de Washington, que prioriza os interesses dos EUA.
“Para um presidente dos EUA acreditar ingenuamente que é do interesse dos EUA ter um cidadão norte-americano como presidente da Colômbia nada mais é do que chauvinismo e nacionalismo exagerado, o que sempre leva ao imperialismo e à falta de liberdade para o povo”, afirmou ele.

Petro acusa ‘estratégia astuta’ de Marco Rubio para favorecer De La Espriella
Governo da Colômbia / Flickr
Ele também questionou a ideia de confiar a De la Espriella a luta contra o narcotráfico, visto que ele “descende de narco-paramilitares”. “Mísseis vão cair sobre os agricultores colombianos sob o pretexto de acabar com o narcotráfico, quando o narcotráfico é a própria fonte de financiamento dos norte-americanos”, alertou.
As declarações do presidente foram acompanhadas por uma publicação do Diario Red que informou que a ANDI contratou a Tower Strategy, uma empresa dirigida por Enrique Ángel de la Torre, ex-diretor da CIA na Venezuela, por US$ 42.000 para realizar trabalhos de lobby junto a entidades norte-americanas.
Segundo o artigo, o objetivo oficialmente divulgado era promover o comércio e as relações econômicas entre os Estados Unidos e a Colômbia, embora também tenha observado que a contratação ocorreu em meio a tensões entre a associação empresarial e o governo Petro sobre as reformas promovidas pelo Executivo.
























