Terça-feira, 3 de março de 2026
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Durante uma reunião ministerial realizada nesta terça-feira (10/02), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, relatou ter escapado de atentado organizado por grupos narcotraficantes próximo à cidade de Montería, no norte do país.

Segundo o mandatário, o helicóptero tinha programado pousar na localidade para um evento no qual participaria na noite desta segunda-feira (09/02), mas foi obrigado a abortar a operação ao perceber a emboscada.

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“Navegamos em alto mar por quatro horas e acabamos aterrissando em outro lugar, para não sermos alvejados”, recordou o presidente colombiano.

Na mesma reunião, Petro disse que vem recebendo “há meses” vários ameaças de grupos narcotraficantes e alertas de forças de segurança do país sobre um plano para atacá-lo.

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Além disso, o presidente mencionou um plano orquestrado por um general da Polícia Nacional da Colômbia que teria recebido ordens para “introduzir substâncias psicoativas” em seu veículo oficial, o que seria parte de um plano para sabotar a reunião bilateral que ele teria com o presidente Donald Trump.

Petro não revelou o nome do general, mas disse que ele e outros membros da Polícia Nacional teriam sido exonerados depois do episódio. A reunião com Trump na Casa Branca aconteceu no dia 3 de fevereiro.

Histórico de violência contra a esquerda

A Colômbia possui um longo histórico de lideranças de esquerda assassinadas, desde o atentado que resultou na morte de Jorge Eliécer Gaitán, líder do Partido Liberal Colombiano, em abril de 1948.

Em 2023, a Corte Interamericana de Direitos Humanos chegou a condenar o Estado colombiano por permitir o “extermínio” do partido progressista União Patriótica, a partir de documentos comprovando o assassinato de mais de 6 mil militantes da legenda entre os anos de 1987 e 2003.

A lista de vítimas do União Patriótica inclui Jaime Pardo Leal, primeiro candidato presidencial do partido, que ficou em terceiro nas eleições de 1986 e acabou assaassinad em outubro de 1987; Luis Carlos Galán, que morreu em agosto de 1989 quando as pesquisas o indicavam como favorito para as eleições presidenciais do ano seguinte; e Bernardo Jaramillo, morto em março de 1990 após substituir Galán como presidenciável do partido.

Ademais, o próprio Petro foi alvo de ameaças durante sua campanha eleitoral em 2022 e também em outros momentos durante seu mandato como presidente.

Contexto eleitoral

Sua acusação surge em meio à campanha para as eleições legislativas do país, marcadas para o próximo dia 8 de março.

Ademais, o país também terá eleições presidenciais dentro de três meses, com o primeiro turno marcado para o dia 31 de maio e o segundo, se necessário, no dia 21 de junho.

A lei colombiana não permite que Petro concorra à reeleição, mas sua coalizão, o Pacto Histórico, anunciou o senador Iván Cepeda como candidato governista à sucessão.

Com informações de Univisión e RT.