Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou nesta sexta-feira (10/04) o retorno imediato da embaixadora do país em Quito, María Antonia Velasco Guerrero, em resposta à decisão do governo do Equador, de extrema direita, de elevar para 100% as tarifas sobre produtos colombianos. De acordo com o mandatário, as medidas tomadas pelo vizinho no dia anterior são “uma monstruosidade”.

“Nossa embaixadora no Equador deve vir imediatamente e o próximo conselho de ministros será realizado em um ponto na fronteira com o Equador”, escreveu Petro em sua conta oficial na plataforma X. “Isso é simplesmente um desagrado, mas significa o fim do Pacto Andino para a Colômbia. Não fazemos mais nada lá”.

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A medida marca uma escalada na “guerra comercial” entre as duas nações, que agora se estende ao campo diplomático e político. Na quinta-feira (09/04), o Equador anunciou um aumento de tarifas sobre importações da Colômbia de 50% para 100% a partir de 1º de maio, sob o pretexto do governo de Daniel Noboa de suposta falta de ação colombiana contra o tráfico de drogas e o crime organizado na fronteira.

Em declarações públicas, Petro criticou seu homólogo equatoriano, afirmando que ele “insulta o governo colombiano, que apreendeu mais cocaína do que qualquer outro no mundo”. Ainda segundo ele, Bogotá tem obtido resultados significativos no combate ao narcotráfico, destacando apreensões recordes de cocaína e a redução da área cultivada com folha de coca — a maior desde 2018.

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“Mais de 200.000 colombianos foram mortos pelo tráfico de drogas, incluindo meus companheiros de luta, mais de 15.000 policiais colombianos foram mortos lutando contra o tráfico de drogas desde que a guerra às drogas foi declarada, Sr. Noboa, respeite os mortos”, disse o chefe de Estado colombiano.

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro convoca embaixadora em Quito após governo de Daniel Noboa elevar tarifas a produtos colombianos
Presidencia de Colombia

Sem citar nomes diretamente, o líder também rebateu insinuações sobre possíveis vínculos com atividades ilícitas, afirmando que dedicou sua vida ao combate ao narcotráfico e negando qualquer envolvimento com “negócios escusos”.

Petro também afirmou que nos departamentos colombianos de Nariño e Putumayo, os índices de homicídio caíram significativamente, atribuindo o resultado a programas de substituição de cultivos ilícitos. Argumentou ainda que “os maiores índices de violência no Equador” ocorrem longe da fronteira com seu país, “ao longo da rota da cocaína do Peru até seus portos”.

“Minha ajuda ao Equador tem sido fornecer eletricidade quando necessário, e não quero que fraquezas de caráter causem o derramamento de sangue”, acrescentou.

(*) Com Ansa e Telesur