Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou na quinta-feira (17/07) a população a participar de uma série de manifestações em 20 de julho, data que marca o Dia Nacional da Independência, com o objetivo de defender as reformas sociais realizadas durante seu mandato no Executivo.

“Em 20 de julho, o segundo grito de independência nacional. Convido os cidadãos a se reunirem em todas as praças públicas do país para reformas sociais em benefício do povo”, escreveu o líder colombiano em uma mensagem publicada na rede social X. “Colômbia com dignidade e para a vida”.

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Petro deixará oficialmente o seu cargo presidencial em 6 de agosto, dia em que o ultradireitista Abelardo de la Espriella deve assumir o poder, após derrotar Iván Cepeda, candidato governista pelo Pacto Histórico, nas eleições. Nesta semana, o mandatário confirmou que não participará da cerimônia de posse de seu sucessor, como também não lhe apertará a mão, reiterando que sua vitória eleitoral decorreu de fraude.

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Em outra mensagem, o presidente colombiano enfatizou que a mobilização é pela ”defesa das reformas sociais que o povo conquistou”. “Convido-os neste 20 de julho a acompanhar as forças públicas e, após o desfile deles, a ouvir minha despedida como chefe de Estado da Colômbia”, afirmou, acrescentando que a concentração deve ocorrer em Bosa e Ciudad Bolívar, no sul e oeste da capital Bogotá.

Petro esclareceu que “não faremos isso em 6 ou 7 de agosto, é uma data trágica. Faremos isso em 20 de julho em todas as praças públicas da Colômbia”.

Em 9 de julho, o presidente colombiano realizou uma ligação telefônica ao seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual reafirmou “compromisso com a democracia” e com “uma transição pacífica no país”. Petro não reconhece a vitória eleitoral de De la Espriella, argumentando que houve irregularidade na contagem de votos no exterior. 

Segundo ele, as atas de apuração dos votos do exterior, que ele estimou em aproximadamente 848.000, não foram entregues. Petro relacionou essa situação a um “censo adicional” que ele já havia denunciado publicamente em ocasiões anteriores, sem que isso tivesse resultado em qualquer ação judicial formal até o momento. 

(*) Com Telesur