Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou na terça-feira (17/03) que as operações aéreas militares realizadas pelo Equador na região da fronteira deixaram um saldo de 27 corpos carbonizados.

O líder colombiano classificou como “inconcebível” a posição de seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, que minutos antes negara qualquer incursão em território colombiano.

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Em sua conta na rede social X, Petro enfatizou a gravidade da descoberta na área rural de Jardines de Sucumbíos. Segundo o chefe de Estado, as bombas atingiram comunidades que haviam se regularizado voluntariamente.

“Há 27 corpos carbonizados e a explicação não é credível. As bombas estão no chão perto de famílias, muitas das quais decidiram pacificamente substituir as suas plantações de folha de coca por culturas legais”, afirmou Petro.

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O presidente descartou a possibilidade de as armas pertencerem a grupos irregulares — que não possuem capacidade aérea — ou às Forças Armadas da Colômbia, afirmando que, como comandante-em-chefe, não havia emitido nenhuma ordem nesse sentido.

A denúncia desta terça-feira sucede outra feita na segunda (16/03), quando Petro apresentou imagens de um grande dispositivo lançado de uma aeronave.

Imagens de um grande projétil metálico encontrado na vegetação da fronteira foram divulgadas. Em resposta, o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez Suárez, confirmou o envio de especialistas militares para examinar o artefato.

“O objetivo é confirmar ou descartar a presença de uma bomba normalmente usada por aeronaves militares”, explicou Sánchez. A meta é determinar a origem do projétil antes de proceder à sua destruição controlada.

Por sua vez, Noboa rejeitou as acusações, chamando-as de “falsas”. O presidente equatoriano afirmou que as operações contra o crime organizado e a mineração ilegal são realizadas estritamente em território equatoriano, embora tenha admitido o uso de bombardeios como parte de uma estratégia que conta com “cooperação internacional” dos Estados Unidos.

Noboa instou a Colômbia a aumentar o controle sobre seu próprio território para conter a produção de narcóticos, argumentando que as gangues criminosas que assolam o Equador têm origem na Colômbia.