Petro denuncia entrada de armas do Equador para atacar civis no sudoeste do país
Presidente colombiano afirma que munições e explosivos usados em bombardeio na Rodovia Pan-Americana, que deixou 20 mortos, têm origem equatoriana
O presidente colombiano, Gustavo Petro, declarou no domingo (03/05) que as armas, munições e explosivos usados por grupos irregulares no departamento de Cauca têm origem no Equador. O presidente apontou diretamente a fronteira compartilhada como o ponto de entrada dos suprimentos que causaram inúmeras mortes de civis em ataques recentes.
Essas declarações surgem após o sangrento ataque na Rodovia Pan-Americana, perto de Cajibío, onde pelo menos 20 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas. O governo colombiano atribui o ataque a grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e ordenou uma investigação minuciosa sobre a origem dos explosivos utilizados no local.
Petro sugeriu a existência de ligações entre a gangue criminosa “Los Choneros” e setores do poder político no Equador para desviar a atenção do debate sobre o narcotráfico. Segundo o chefe de Estado, essas alianças permitiram que o país vizinho aumentasse seus índices de homicídio e se tornasse um ator importante nas exportações de cocaína.
O presidente também denunciou a alegada sabotagem do Equador contra o programa voluntário de erradicação de plantações ilícitas e o progresso rumo a um acordo de paz abrangente na Colômbia. Ele afirmou que a máfia equatoriana busca intensificar o conflito armado para influenciar o resultado das próximas eleições presidenciais, em 31 de maio.
Se burlaban de conexiones entre la banda de los choneros del norte del Ecuador que dirigía alias “Fito”, y el gobierno de Noboa.
Lo que ha hecho Noboa es utilizar a Colombia y mi gobierno para desviar el debate de los poderosos políticos del Ecuador ligados al narcotráfico.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) May 3, 2026
As relações bilaterais estão em seu ponto mais baixo devido a uma guerra comercial instigada pelo presidente Daniel Noboa, que elevou as tarifas sobre produtos colombianos para 100%. Quito justifica essas medidas alegando falta de ação decisiva por parte de Bogotá no controle da segurança das fronteiras, o que levou os embaixadores a se reunirem para consultas.
O presidente Petro reiterou que a perseguição militar no sudoeste da Colômbia é uma estratégia para beneficiar a oposição de direita através do caos. As tensões diplomáticas entre os dois países continuam a aumentar, enquanto as agências de inteligência tentam confirmar a rota de tráfico de armas denunciada pelo presidente colombiano.
























