Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, declarou no domingo (03/05) que as armas, munições e explosivos usados ​​por grupos irregulares no departamento de Cauca têm origem no Equador. O presidente apontou diretamente a fronteira compartilhada como o ponto de entrada dos suprimentos que causaram inúmeras mortes de civis em ataques recentes.

Essas declarações surgem após o sangrento ataque na Rodovia Pan-Americana, perto de Cajibío, onde pelo menos 20 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas. O governo colombiano atribui o ataque a grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e ordenou uma investigação minuciosa sobre a origem dos explosivos utilizados no local.

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Petro sugeriu a existência de ligações entre a gangue criminosa “Los Choneros” e setores do poder político no Equador para desviar a atenção do debate sobre o narcotráfico. Segundo o chefe de Estado, essas alianças permitiram que o país vizinho aumentasse seus índices de homicídio e se tornasse um ator importante nas exportações de cocaína.

O presidente também denunciou a alegada sabotagem do Equador contra o programa voluntário de erradicação de plantações ilícitas e o progresso rumo a um acordo de paz abrangente na Colômbia. Ele afirmou que a máfia equatoriana busca intensificar o conflito armado para influenciar o resultado das próximas eleições presidenciais, em 31 de maio.

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As relações bilaterais estão em seu ponto mais baixo devido a uma guerra comercial instigada pelo presidente Daniel Noboa, que elevou as tarifas sobre produtos colombianos para 100%. Quito justifica essas medidas alegando falta de ação decisiva por parte de Bogotá no controle da segurança das fronteiras, o que levou os embaixadores a se reunirem para consultas.

O presidente Petro reiterou que a perseguição militar no sudoeste da Colômbia é uma estratégia para beneficiar a oposição de direita através do caos. As tensões diplomáticas entre os dois países continuam a aumentar, enquanto as agências de inteligência tentam confirmar a rota de tráfico de armas denunciada pelo presidente colombiano.