Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, descreveu na quarta-feira (04/02) como um “golpe” ao “direito fundamental de eleger e ser eleito” a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de excluir o senador Iván Cepeda, do partido governista Pacto Histórico, das primárias de esquerda marcadas para 8 de março.

“Estamos enfrentando um golpe do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) contra o direito fundamental de eleger e ser eleito. Peço aos juristas colombianos que iniciem ações judiciais para restaurar a Constituição e a Convenção Americana”, disse Petro, que está em Washington, em uma mensagem que publicou nas redes sociais.

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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com seis votos contra e quatro a favor, opôs-se à inclusão do nome do senador Iván Cepeda na cédula eleitoral. No entanto, os nomes do ex-senador Roy Barreras, do ex-embaixador da Colômbia na Argentina Camilo Romero e de Juan Fernando Cristo, ex-ministro do Interior, constarão na cédula.

O CNE argumentou que, se Cepeda participasse na eleição da coligação “Frente pela Vida” em 8 de março, estaria a participar em dupla votação, uma vez que já havia participado numa outra consulta, realizada a 26 de outubro do ano passado, para eleger o candidato do Pacto Histórico.

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Nesse processo, com 1.540.391 votos, o que corresponde a 65,13% do total, ele foi escolhido em detrimento da ex-ministra da Saúde, Carolina Corcho, que obteve 678.962 votos.

Embora alguns argumentem que as normas eleitorais proíbem a participação em mais de uma primária, a equipe do candidato sustenta que a primária de outubro foi interpartidária, e não partidária. Portanto, eles afirmam que não haveria impedimento para a participação na primária de 8 de março.

O senador Cepeda, que confirmou na quarta-feira que se registrará diretamente para o primeiro turno das eleições presidenciais em 31 de maio, descreveu a decisão da CNE como “antidemocrática”.