Terça-feira, 21 de abril de 2026
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Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram nesta terça-feira (03/02) na Casa Branca, em Washington, em encontro bilateral acompanhado pelas cúpulas diplomáticas de ambos os países.

Após o encontro, que durou cerca de duas horas, o presidente colombiano publicou uma mensagem em suas redes sociais. “Andamos pelo corredor dos presidentes estadunidenses (na Casa Branca); na Casa de Nariño (palácio presidencial da Colômbia) também tem um; percorremos a história, mas sempre há um muro, e no final, como isso continua?”, indagou.

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Além disso, o mandatário sul-americano publicou uma foto do encontro entre os dois, junta a qual é possível leu uma dedicatória escrita por Trump: “Gustavo, uma grande honra. Eu amo a Colômbia”.

O presidente dos Estados Unidos, ao menos nas primeiras horas após o encontro, não emitiu declarações em suas redes. Tampouco houve uma coletiva em conjunto entre os dois mandatários, como costuma acontecer em bilaterais do tipo.

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No entanto, as contas oficiais da Casa Branca publicaram diversas fotos da reunião e de outros momentos da visita de Petro à sede presidencial norte-americana.

Nas imagens, sobretudo as do momento da reunião, é possível observar que a delegação colombiana, encabeçada pelo presidente Petro, também contou com a ministra das Relações Exteriores, Rosa Yolanda Villavicencio. Já o anfitrião estadunidense foi acompanhado pelo vice-presidente J.D. Vance e pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

Em comunicado difundido antes do encontro, a Casa Branca descreveu o evento como “uma oportunidade para amenizar as divergências e reconstruir os laços bilaterais”.

Tensões

Petro e Trump vinham trocando ataques verbais desde o retorno do líder de extrema direita ao poder nos Estados Unidos, em janeiro de 2025.

No auge da tensão, Trump acusou seu homólogo de supostamente chefiar uma rede internacional de narcotráfico – sem apresentar provas a respeito.

Por sua parte, Petro acusou Trump e os Estados Unidos de serem “cúmplices” do genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza e criticou as ameaças feitas a países da América Latina, especialmente à Venezuela.

Presidentes da Colômbia e dos Estados Unidos, durante reunião em Washington
Casa Branca

Reunião

Após a invasão norte-americana a Caracas, no dia 3 de janeiro, quando as forças militares dos Estados Unidos sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, o mandatário colombiano criticou Trump por “tentar se apoderar do petróleo” do país sul-americano. Dias depois, o estadunidense ameaçou com realizar operação semelhante na Colômbia.

No entanto, as tensões diminuíram quatro dias depois, quando ocorreu a primeira ligação telefônica entre os dois líderes. Horas depois, foi anunciada a visita oficial de Petro a Washington, realizada nesta terça.

Ademais, o encontro acontece em um contexto marcado, também, pela proximidade de um intenso processo eleitoral na Colômbia, que terá início com as eleições legislativas, marcadas para o dia 8 de março, na qual se escolherão 103 senadores e 183 deputados; e que se encerra com as presidenciais, cujo primeiro turno será em 31 de maio e o segundo turno, se necessário, acontecerá em 21 de junho.

Com informações de CNN e Al Jazeera.