Petro ordena que nenhuma base militar seja utilizada na posse do ultradireitista De la Espriella
Presidente colombiano enfatizou que transferência de poder está regida pelas leis da República e Constituição, e que essas normas estabelecem que transição seja perante Congresso em sessão plenária
O presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou no domingo (12/07) que, em conformidade com seus poderes constitucionais e legais, e como comandante supremo das Forças Armadas, ordenou que “nenhuma instalação militar seja usada para a posse de um presidente da República”.
Petro publicou uma mensagem em sua conta oficial nas redes sociais comentando a intenção do mandatário eleito de extrema direita Abelardo de la Espriella, vencedor das eleições presidenciais de 21 de junho, de tomar posse em um quartel militar.
“Como eu disse, em meio ao brilho e glamour do novo governo não eleito pela maioria do povo, a lei determina a sede do Congresso, e é em uma sessão do Congresso que o novo presidente deve tomar posse, assim como eu e todos os outros fizemos”, afirmou o chefe de Estado em sua publicação.
Ele disse que se de la Espriella não lhe cumprimentar com um aperto de mãos, isso é mais ou menos um elogio, mas ressaltou que obedece às leis da Constituição de 1991.
“Os quartéis militares e policiais estão sob meu comando até que o novo presidente tome posse e, portanto, até esse momento, sou o comandante supremo das forças militares; nenhum oficial presta continência militar a um civil a menos que esse civil seja seu comandante supremo”, destacou ele.
Cómo dije, en medio de las lentejuelas del nuevo gobierno no votado por la mayoría del pueblo, la ley dice cuál es la sede del Congreso, y es en una sesión del Congreso donde el nuevo presidente debe posesionarse, tal como lo hice yo y todos los demás.
Que Abelardo no me de la… https://t.co/trc9VqxyxR
— Gustavo Petro (@petrogustavo) July 13, 2026
“Portanto, no exercício dos meus poderes constitucionais e legais, ordeno que nenhuma instalação militar seja utilizada para a posse de um presidente da República da Colômbia”, afirmou ele.
Petro enfatizou que a transferência de poder para o novo presidente está regida pelas leis da República e pela Constituição, e que essas normas estabelecem que o presidente toma posse perante o Congresso em sessão plenária.
Ele esclareceu que a lei estabelece a sede do Congresso da República, onde as leis do povo devem ser debatidas e não as de máfias ou estrangeiros: “as leis não são feitas em quartéis, as ações de segurança são realizadas em defesa do povo e de suas vidas”.
“Enquanto eu for presidente, defenderei as leis e a Constituição de um povo soberano. A espada de batalha de Bolívar retorna ao lar de onde a retiramos, ao lugar onde ele viveu com Manuela Sáenz, a quem deixaram morrer de lepra por negligência colombiana”, disse ele.
Ele acrescentou que “os retratos do presidente negro Carlos Nieto e do presidente indígena, general supremo do exército libertador, em 1854, ambos libertadores de escravos, estão sendo incorporados ao corredor de retratos dos presidentes”.























