Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro pediu, neste domingo (07/12), que o Instituto Nacional de Medicina Legal investigue, em conjunto com autoridades venezuelanas, a identidade de corpos encontrados no litoral colombiano. Ele afirmou que as vítimas “podem ter morrido” nos bombardeios de Washington contra embarcações que navegavam no mar Caribe e no Oceano Pacífico.

“Apareceram esses corpos flutuando no mar da Guajira. Peço ao Instituto de Medicina Legal que estabeleça as identidades e coordene com a Promotoria da Venezuela. Podem ter morrido em um bombardeio no mar”, publicou o mandatário em sua conta no X.

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Guajira é um estado ao norte da Colômbia com saída para o mar do Caribe e faz fronteira com a Venezuela. Relatos de moradores da região indicam o aparecimento de ao menos três corpos.

A família de uma das supostas vítimas dos ataques norte-americanos apresentou uma ação na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão vinculado à OEA, em que acusa o governo Trump de execução extrajudicial.

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A família de Alejandro Carranza Medina sustenta que o rapaz era um pescador, e alega que ele que foi morto no dia 15 de setembro, sem direto ao devido processo legal. Esse é o primeiro processo aberto que se tem notícia contra a administração Trump pelos ataques a embarcações.

Presidente colombiano Gustavo Petro pede investigação conjunta para identificar corpos encontrados no litoral de seu país
RS/Fotos Públicas

Desde o início de setembro, quando os ataques por mar começaram, os Estados Unidos já realizaram mais de 20 ações do tipo, sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Há ao menos 87 vítimas.

Em outra publicação, Petro afirmou que “quem morre por mísseis são pescadores pobres. Alguns, por necessidade, fazem viagens curtas levando cocaína para os narcos”.

O mandatário da Colômbia ainda lançou uma provocação direcionada à Casa Branca. “Os que saem indultados são ex-presidentes com fortes vínculos com o narcoterrorismo em Honduras e na Colômbia. Os primeiros [vítimas dos ataques] levam alguns quilos. Os segundos, centenas de toneladas.”

A provocação é uma referência ao indulto concedido por Donald Trump a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras que cumpria pena por condenação por narcotráfico e tráfico de armas nos Estados Unidos.

Hernández havia sido condenado em 2024 a 45 anos de prisão. Na sentença, os promotores o classificaram como “um dos criminosos mais culpados já processados nos Estados Unidos”.