Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Em mensagem difundida nesta quarta-feira (29/04), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs ao seu homólogo equatorianos, Daniel Noboa, que se realize uma reunião em região próxima as zonas fronteiriças entre os dois países.

Segundo Petro, o objetivo do encontro, caso seja concretizado, seria o de iniciar uma mesa de diálogo para resolver os conflitos que vêm escalando nos últimos meses.

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“Venha à fronteira norte (entre Colômbia e Equador), encontre-se comigo, e construiremos a paz em nossos territórios. Pare de acreditar em mentiras”, instou o presidente colombiano.

A oferta surge horas depois de Noboa acusar o mandatário do país vizinho de promover uma “incursão de grupos guerrilheiros” no território do seu país.

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Na ocasião, Noboa mencionou que teria sido informado sobre a suposta incursão guerrilheira” por “diversas fontes”, mas sem dar detalhes sobre quais seriam elas.

Essa versão foi aludida por Petro no trecho de sua resposta no qual diz “pare de acreditar em mentiras”.

Escalada de tarifas

A tensão entre os governos da Colômbia e do Equador tem aumentado de forma significativa nos últimos meses, e não se resume a questões fronteiriças.

A disputa foi promovida pelo Equador, que iniciou uma escalada tarifária entre os dois países em fevereiro, com a imposição de taxas de 30% aos produtos colombianos.

Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do Equador, Daniel Noboa
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Como justificativa para a medida, Noboa alegou que considerava “limitado” o emprenho da Colômbia na luta contra o narcotráfico. Em março, a medida foi ampliada para 50%, e em meados de abril passou a ser de 100%.

Nos dois primeiros tarifaços, Bogotá reagiu impondo tarifas recíprocas aos produtos equatorianos. Porém, quando foram lançadas tarifas de 100%, a resposta colombiana foi diferente: acionou mecanismos internacionais de resolução de disputas.

Ainda em abril, Petro chegou a acusar o governo equatoriano de estar conspirando com a direita colombiana para apoiá-la durante a campanha presidencial que ocorre atualmente no país.

Ademais, também no mês de abril, ambos os governos convocaram seus respectivos embaixadores para consultas.