Petro questiona países da América Latina por estarem ‘de joelhos’ aos EUA
Segundo mandatário colombiano, alguns governos da região estão abandonando multilateralismo para ‘agir de forma subserviente’ a Washington
Durante discurso em evento realizado em Bogotá, nesta terça-feira (17/03), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou os governos da América Latina que, segundo ele, “pararam de falar com o mundo, porque estão de joelhos” para os Estados Unidos.
Na declaração, Petro enfatizou que, segundo ele, a América Latina “precisa reconstruir eixos multilaterais que falem uns pelos outros, e não bilateralmente e de forma subserviente”.
“Estamos testemunhando a construção da barbárie”, alertou o mandatário colombiano, sobre o papel de governos que, segundo ele, “se sujeitam às diretrizes que lhe são impostas”, sem detalhar quem estaria impondo essas diretrizes, embora esteja implícito que se refere aos Estados Unidos.
A declaração também não especifica quais governos estariam se sujeitando a tal situação.
Em outro momento, o presidente se referiu ao papel da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) como uma voz unificada para a região, e lembrou que ele entregará a presidência pro tempore do organismo em abril, a um sucessor que ainda não foi definido.
“A reunião da CELAC, onde estou entregando a presidência, terá apenas um presidente, o que vai receber (a presidência pro tempore). Assim, a América Latina se deixa arruinar dessa forma, parou de falar no mundo porque está de joelhos. Ou será que não temos nada a dizer ao mundo?”, questionou Petro.
Lógica da guerra aberta
Em outro momento do discurso, o presidente da Colômbia advertiu sobre a ampliação à América Latina da “lógica da guerra aberta” promovida pelos Estados Unidos, e instou os países da região a não normalizarem o bombardeamento do território das diferentes nações.

Petro exibe decreto assinado durante evento oficial em Bogotá
Presidência da Colômbia
“Milhares, não sei quantas toneladas de explosivos caíram no Oriente Médio, mais potentes do que a bomba atômica lançada sobre Nagasaki. E caíram na vizinha Venezuela e na Colômbia. E não foi por acaso que pescadores colombianos foram mortos”, acrescentou.
Petro concluiu sua declaração dizendo que “isso (lógica da guerra aberta) está se espalhando, e agora parece que querem um conflito entre Equador e Colômbia. Desse jeito, não vamos chegar a lugar nenhum”.
Com informações de RT e Caracol.























