Quinta-feira, 16 de abril de 2026
APOIE
Menu

Durante discurso em evento realizado em Bogotá, nesta terça-feira (17/03), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou os governos da América Latina que, segundo ele, “pararam de falar com o mundo, porque estão de joelhos” para os Estados Unidos.

Na declaração, Petro enfatizou que, segundo ele, a América Latina “precisa reconstruir eixos multilaterais que falem uns pelos outros, e não bilateralmente e de forma subserviente”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Estamos testemunhando a construção da barbárie”, alertou o mandatário colombiano, sobre o papel de governos que, segundo ele, “se sujeitam às diretrizes que lhe são impostas”, sem detalhar quem estaria impondo essas diretrizes, embora esteja implícito que se refere aos Estados Unidos.

A declaração também não especifica quais governos estariam se sujeitando a tal situação.

Mais lidas

Em outro momento, o presidente se referiu ao papel da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) como uma voz unificada para a região, e lembrou que ele entregará a presidência pro tempore do organismo em abril, a um sucessor que ainda não foi definido.

“A reunião da CELAC, onde estou entregando a presidência, terá apenas um presidente, o que vai receber (a presidência pro tempore). Assim, a América Latina se deixa arruinar dessa forma, parou de falar no mundo porque está de joelhos. Ou será que não temos nada a dizer ao mundo?”, questionou Petro.

Lógica da guerra aberta

Em outro momento do discurso, o presidente da Colômbia advertiu sobre a ampliação à América Latina da “lógica da guerra aberta” promovida pelos Estados Unidos, e instou os países da região a não normalizarem o bombardeamento do território das diferentes nações.

Petro exibe decreto assinado durante evento oficial em Bogotá
Presidência da Colômbia

“Milhares, não sei quantas toneladas de explosivos caíram no Oriente Médio, mais potentes do que a bomba atômica lançada sobre Nagasaki. E caíram na vizinha Venezuela e na Colômbia. E não foi por acaso que pescadores colombianos foram mortos”, acrescentou.

Petro concluiu sua declaração dizendo que “isso (lógica da guerra aberta) está se espalhando, e agora parece que querem um conflito entre Equador e Colômbia. Desse jeito, não vamos chegar a lugar nenhum”.

Com informações de RT e Caracol.