Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, questionou o resultado apresentado pelo Registro Nacional Eleitoral sobre o primeiro turno das eleições presidenciais realizadas neste domingo (31/05).

Em mensagem publicada neste mesmo domingo, o mandatário disse que as estatísticas apresentadas até o momento se referem à chamada “contagem rápida”, que “não tem força legal e não são de domínio público”.

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Ademais, Petro criticou o fato de que tais dados são produzidos por um software manejado pela empresa privada Thomas Greg & Sons, pertencente aos irmão Felipe, Camilo e Fernando Bautista, que possuem relações de negócios com o empresário e candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella, apontado na apuração como vencedor do primeiro turno.

“Como presidente, não aceito os resultados da contagem preliminar da empresa privada pertencente aos irmãos Bautista”, afirma Petro.

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O advogado e empresário de ultradireita Abelardo de la Espriella (Defensores de La Pátria) foi o mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. Com 98,70% do total já contabilizado, o ultraliberal aparece com 10,2 milhões de votos, equivalentes a 43,73%, e não pode mais ser ultrapassado pelos demais candidatos.

Em segundo lugar ficou o senador do partido governista Iván Cepeda (Pacto Histórico), aliado do presidente Gustavo Petro, que reuniu 9,5 milhões de votos, equivalentes a 40,91%. Os candidatos passaram para o segundo turno, marcado para o dia 21 de junho.

800 mil eleitores a mais

O presidente colombiano argumenta que “apesar de os algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil títulos de eleitor pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial”.

Segundo Petro, “atualmente, existem dois censos: o oficial e o produzido pelo software dos irmãos Bautista, que inclui 800 mil pessoas adicionais”.

Petro disse não aceitar contagem dos votos feita por software de empresa ligada a candidato de ultradireita
Presidência da Colômbia

“As seções eleitorais que já foram contestadas demonstram que centenas de milhares de votos foram adicionados sem a existência de eleitores registrados”, acrescenta o mandatário.

O presidente da Colômbia finalizou sua mensagem dizendo que “de acordo com a lei, os resultados vinculativos que o presidente considerará e aceitará são os das comissões eleitorais supervisionadas pelos juízes da República”.