Sábado, 27 de junho de 2026
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Após sete semanas de bloqueios e manifestações, o presidente boliviano Rodrigo Paz declarou neste sábado (20/06) estado de emergência em todo o país. Através de sua conta no X, o líder disse que a medida “não tem a intenção de interromper a normalidade, mas sim de restaurá-la”, e explicou que as interrupções prolongadas nas estradas afetaram o funcionamento normal do país.

“Os bolivianos não podem continuar sendo mantidos reféns por bloqueios que os impedem de trabalhar, estudar, receber atendimento médico, obter suprimentos e sustentar suas famílias”, afirmou ele.

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Paz reiterou que o país “precisa colocar suas estradas de volta nos trilhos, garantir o abastecimento e retornar à normalidade”, ao mesmo tempo em que enfatizou sua disposição para dialogar. “As portas do governo permanecerão abertas para aqueles que desejam dialogar de boa fé”, afirmou.

Da mesma forma, em uma mensagem à nação, ele alertou “aqueles que persistirem em bloquear, destruir, atacar, intimidar ou desafiar a ordem constitucional” que enfrentarão “as consequências legais de seus atos”.

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Ele também enfatizou que “aqueles que cometerem atos de violência enfrentarão todo o rigor da lei e todo o poder legítimo que a Constituição e a democracia conferem ao Estado para proteger seus cidadãos”.

O estado de emergência inclui toque de recolher em áreas específicas e pode também restringir a venda e o consumo de álcool, bem como os serviços bancários em áreas onde existam bloqueios ou violência. Os direitos constitucionais permanecerão em vigor e as empresas poderão continuar suas atividades normalmente.

A medida permite o uso das Forças Armadas para desobstruir as rodovias bolivianas, o decreto de emergência entra em vigor imediatamente para restabelecer a ordem e liberar o trânsito. Paz precisa notificar o Congresso sobre a decisão em até 24 horas, dessa forma, os parlamentares terão o prazo de 72 horas para aprovar ou rejeitar a medida.

Por outro lado, existe um cenário de reações diversas entre os setores mobilizados, e a decisão do presidente surge nesse contexto: por um lado, a Central Operária Boliviana (COB) firmou um acordo com o Governo e suspendeu suas medidas de pressão; mas, por outro lado, outras entidades, como a Federação Camponesa Túpac Katari de La Paz, optaram por continuar suas mobilizações.

(*) com informações de teleSUR