Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou nesta terça-feira (03/02) os Estados Unidos de aprofundarem uma política de cerco econômico que ultrapassou o âmbito das sanções tradicionais e se converteu em um “bloqueio genocida” e verdadeira guerra econômica contra a ilha.

A acusação ocorre após o presidente Donald Trump emitir, em 29 de janeiro, uma ordem executiva ameaçando punir, com cobrança de tarifas, qualquer país ou empresa que venda ou comercialize petróleo com o país.

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Em publicação na plataforma X, nesta terça-feira (03/02), Díaz-Canel recordou que em 3 de fevereiro de 1962, o então presidente norte-americano John F. Kennedy formalizou o cerco econômico à ilha. “Doze administrações, de ambos os partidos, transformaram-na em um bloqueio genocida, como disse Fidel [Castro], isso se chama guerra econômica”, escreveu.

O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, havia afirmado anteriormente que a medida tornaria “a humanidade cúmplice de um terrível bloqueio de petróleo”, com impactos humanitários severos sobre a população civil. A medida vem promovendo apagões frequentes e dificuldades no abastecimento do país. Parrilla destacou que o objetivo de Washington é aprofundar a crise social e econômica no país.

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Miguel Díaz-Canel Bermúdez/Twitter

Agradecimento a Moscou

Nesta terça-feira (03/02), a chancelaria cubana agradeceu ao apoio recebido da Rússia frente à “asfixia econômica” promovida pelo governo Trump. Após uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, o chanceler cubano destacou a solidariedade de Moscou e o “histórico e firme rechaço” do país às políticas dos Estados Unidos.

“Agradeço a solidariedade e o histórico e firme rechaço de seu governo às políticas criminosas e de asfixia econômica dos Estados Unidos contra o povo cubano”, declarou.

Lavrov reiterou o respaldo da Rússia a Havana e classificou como “inaceitável” a pressão econômica exercida sobre Cuba, com ênfase no bloqueio ao fornecimento de energia. O chanceler russo destacou que a estratégia “pode agravar seriamente a situação econômica e humanitária do país”.