Presidente de Cuba diz estar aberto para negociar com EUA: ‘diálogo sem pressão’
Ilha caribenha é alvo de ofensiva do governo de Donald Trump, que ameaçou tarifar quem exportar petróleo ao país
Em coletiva realizada nesta quinta-feira (05/02), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou a disposição do seu governo em dialogar com os Estados Unidos, desde que ocorra “sem pré-condições, sem pressão e com base no respeito mútuo e na igualdade soberana entre os Estados”.
“Diálogo sob pressão não é diálogo”, enfatizou o mandatário cubano, que criticou a postura demonstrada por Washington contra seu país nas últimas semanas, “em base a ameaças e imposições”.
Na coletiva, Díaz-Canel disse que Havana está disposta a conversar sobre questões como segurança, combate ao narcotráfico e ao terrorismo, proteção ambiental e cooperação em assuntos científicos e culturais, entre outros.
O presidente também frisou que os cubanos “não odeiam o povo dos Estados Unidos” e que espera que uma reunião com representantes norte-americanos possa “ser uma oportunidade para aumentar a cooperação” entre os dois países.
‘Cuba não está sozinha’
Sobre a estratégia norte-americana de bloquear completamente o fornecimento de petróleo a Cuba, Díaz-Canel disse que tem recebido diversas manifestações de solidariedade por parte de outros países.
“Cuba não está sozinha, e estamos cientes da disposição de países e empresas em continuar trabalhando com a maior das Antilhas”, acrescentou.

Em coletiva, Miguel Díaz-Canel repudiou agressões dos EUA ao seu país e à Venezuela
Presidência de Cuba
Relação com a Venezuela
Díaz-Canel lembrou que Cuba e Venezuela mantêm uma relação muito importante de “cooperação em projetos produtivos, comércio e fornecimento de combustível, bem como na prestação de serviços médicos, entre outras áreas”.
Em seguida, porém, admitiu que essa cooperação poderá sofrer alterações “de acordo com as circunstâncias atuais”, em alusão à agressão militar dos Estados Unidos a Caracas.
O mandatário também criticou a operação realizada pelo exército norte-americano no dia 3 de janeiro e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, a congressista Cilia Flores, a quem se referiu como “prisioneiros de guerra”.
Com informações de TeleSur.























