Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Organizações sociais e cidadãos realizaram um protesto em frente ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador para exigir que o órgão permita o prosseguimento do processo de impeachment contra o presidente Daniel Noboa e a vice-presidente María José Pinto. Os manifestantes exigem a liberação dos formulários necessários para a coleta das assinaturas exigidas, etapa protegida pela Constituição.

O advogado Washington Andrade, um dos promotores da iniciativa jurídica que busca acelerar a saída do presidente, solicitou formalmente ao CNE o acesso aos documentos que o Executivo apresentou em 22 caixas como parte de sua defesa.

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“Essas caixas não contêm nada, contêm lixo, contêm mentiras. Por isso, vamos insistir. Esta é uma luta cidadã e não vamos desistir. É por isso que estamos aqui, para que os vereadores ouçam o clamor dos cidadãos e permitam a democracia direta, disponibilizando os formulários ”, declarou Andrade.

Prazos para resolução cidadã

O jurista prevê que os membros do órgão eleitoral decidirão sobre o pedido na próxima sexta-feira (17/07) data em que expira o prazo legal para a tomada de decisão sobre o pedido.

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“Eles têm uma oportunidade histórica de criar uma espécie de válvula de escape para toda essa pressão, porque serão responsáveis ​​se isso acabar desencadeando uma explosão social mais tarde, devido ao altíssimo nível de desaprovação do governo”, observou Andrade.

Durante a manifestação, ouviram-se cânticos como “Revogação já!” e “Fora Noboa!”. O ativista Jorge Cáceres reiterou que o argumento central do protesto é o descumprimento das promessas de campanha da chapa presidencial
Foto: Drwandradee / X

Durante a manifestação, ouviram-se cânticos como “Revogação já!” e “Fora Noboa!”. O ativista Jorge Cáceres, outro dos organizadores do movimento, reiterou que o argumento central da reivindicação é a incapacidade da chapa presidencial de cumprir seu plano de governo.

“Realizamos o trabalho técnico e jurídico de revisão do plano de trabalho, ou seja, a proposta feita ao povo equatoriano em comparação com a realidade concreta, e observamos que existem grandes lacunas”, comentou Cáceres, que mencionou a crise de saúde pública como um exemplo desse descumprimento.

Dois pedidos em análise

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) está atualmente analisando dois pedidos de revogação de mandato. O primeiro foi apresentado pelo coletivo Revoca EC, formado por Andrade, Cáceres e o líder indígena Leonidas Iza.

A segunda reivindicação parte da Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas, Negras e Montubio (Fenocin), com o apoio de organizações trabalhistas e sociais. Ambas as iniciativas argumentam que o governo atual não cumpriu as promessas feitas durante a campanha.

O Governo sustenta que os pedidos carecem de fundamento legal e solicitou ao CNE o arquivamento dos autos, argumentando que os promotores pretendem desestabilizar o país por meio desse mecanismo constitucional.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), José Cabrera, anunciou na semana passada que o plenário do conselho espera se pronunciar sobre ambos os casos ainda este mês. O primeiro pedido tem prazo para resolução até 17 de julho, enquanto o segundo deve ser resolvido antes de 28 de julho.