PT manifesta apoio a Cuba ante ameaças de Trump: ‘quer sufocar população’
Partido lembrou que ilha sofre com ‘bloqueio unilateral criminoso’ dos EUA há mais de seis décadas e citou invasão à Venezuela
O Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu neste sábado (31/01) uma nota em solidariedade à Cuba ante as ameaças do governo dos Estados Unidos de Donald Trump, reafirmando a posição do Brasil na defesa da soberania e da autodeterminação dos povos.
No comunicado, a sigla recordou a invasão conduzida por Washington na Venezuela, em 3 de janeiro, durante a qual o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado e levado para o território norte-americano. Segundo o PT, “o governo estadunidense avança ainda mais sobre a América Latina, tendo como alvo agora o povo cubano e sua Revolução”. Fora as recentes ameaças de Trump, Havana já sofria de sanções em um “bloqueio unilateral criminoso” há mais de 65 anos.
“O governo Trump quer agora sufocar totalmente a economia cubana ao impor mais um bloqueio e evitar que combustíveis cheguem à ilha, impedindo a geração de eletricidade e o transporte, inviabilizando ainda mais a vida de cubanas e cubanos. Isto equivale a impedir o comércio humanitário com a ilha, que garante as mínimas condições de vida de seu povo”, destacou.
O PT defendeu também o fim do bloqueio norte-americano contra Cuba e sua “total reinserção na política e economia mundiais”, destacando a inadmissibilidade de mais um ataque promovido pelo governo republicano a uma nação da América Latina.
“Seguiremos defendendo o povo cubano, seu direito à autodeterminação, sua soberania, a Revolução Cubana e seus ideais de justiça social”, acrescentou.

Milhares de cubanos em direção ao Malecon em defesa da revolução
Fotos Públicas/Iroel Sanchez
Ameaças dos Estados Unidos
No âmbito de sua chamada “Doutrina Donroe”, nesta quinta-feira (28/01), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que autoriza o governo a impor tarifas adicionais a produtos importados de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba.
O texto presidencial declarou “emergência nacional” em relação à ilha, alegando que a situação cubana constitui uma suposta “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.
Cuba reagiu de imediato, classificando a medida como um “ato de agressão brutal”. O governo de Miguel Díaz-Canel chamou de “chantagem e coação”, acrescentando que Washington usa uma série de “mentiras” para justificar tal decisão.
A entrada de combustíveis em Cuba já era limitada por Washington. O principal parceiro da ilha era a Venezuela, porém, após o ataque contra Caracas, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, a Casa Branca aumentou sua política de pressão pelo fim da venda de petróleo aos cubanos.
Leia a nota do PT na íntegra:
“NOTA PÚBLICA EXECUTIVA NACIONAL DO PT
O Partido dos Trabalhadores manifesta seu total apoio à República de Cuba ante as ameaças sofridas pela administração de Donald Trump e defende a soberania e a autodeterminação do povo cubano.
Após invadir a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o governo estadunidense avança ainda mais sobre a América Latina, tendo como alvo agora o povo cubano e sua Revolução. Cuba já sofre um bloqueio unilateral criminoso há mais de 65 anos, que impede o país de se desenvolver livre e plenamente.
O governo Trump quer agora sufocar totalmente a economia cubana ao impor mais um bloqueio e evitar que combustíveis cheguem à ilha, impedindo a geração de eletricidade e o transporte inviabilizando ainda mais a vida de cubanas e cubanos. Isto equivale a impedir o comércio humanitário com a ilha, que garante as mínimas condições de vida de seu povo.
Defendemos o fim do bloqueio contra Cuba e sua total reinserção na política e economia mundiais.
Não podemos aceitar mais um ataque à soberania de um país da América Latina e esta ameaça criminosa contra o povo cubano. Seguiremos defendendo o povo cubano, seu direito à autodeterminação, sua soberania, a Revolução Cubana e seus ideais de justiça social.
Brasília, 31 de janeiro de 2026.”























