Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Em comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (11/12), o governo do Reino Unido negou estar em negociações para suspender a proibição de venda de armas à Argentina, medida que está em vigor desde em vigor desde a Guerra das Malvinas (1982).

A nota do governo britânico foi considerada pela imprensa local como uma resposta a uma declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, em entrevista ao diário Daily Telegraph, na qual ele assegurou ter encaminhado um diálogo com o governo do premiê Keir Starmer para derrubar as restrições.

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Na entrevista, Milei disse que planeja visitar o Reino Unido em abril ou maio de 2026 e as conversas com o governo britânico para o fim da proibição de vendas de armas a Buenos Aires, poderia ser “o início de um tratado sobre as Ilhas Malvinas através da vida diplomática”.

Ver | Extrema direita argentina quer dar novo significado para a Guerra das Malvinas

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Milei afirmou que pretende visitar o Reino Unido no primeiro semestre de 2026
Presidência da Argentina

Sobre essas declarações, Londres manifestou que “não há qualquer disposição para conversar sobre medidas de flexibilização no controle de exportação de armas” à Argentina.

No entanto, o governo do país europeu também disse, em sua resposta, que está sim “aberto a conversas para aprofundar a cooperação com a Argentina em áreas como comércio, ciência e cultura, para gerar crescimento para o povo britânico”.

Repercussão interna

Na Argentina, o jornal Página/12 informou que a Casa Rosada teria confirmado a aliados e opositores que Milei visitará a Inglaterra no primeiro semestre de 2026.

O anúncio gerou críticas da oposição, que acusou o mandatário de “atuar para enfraquecer a reivindicação da Argentina de soberania sobre as Ilhas Malvinas”, segundo uma fonte ouvida pelo diário.

Contexto

As Ilhas Malvinas são um arquipélago localizado nas proximidades da costa sudeste do território continental da Argentina, que se mantém, desde meados do Século 19, sob controle militar do Reino Unido, que o denomina como Ilhas Falklands.

Desde então, a Argentina reivindica a soberania das ilhas, e chegou a iniciar uma guerra para tentar retomá-las, em 1982, durante a última ditadura militar do país.

A então chamada Guerra das Malvinas durou dez semanas, entre abril e junho daquele ano, e terminou com o Reino Unido revalidando seu controle sobre o território. Segundo fontes oficiais dos dois países, cerca de 255 mortes britânicos e 649 argentinos morreram durante as batalhas.

Com informações de Daily Telegraph, The Guardian e Página/12.