Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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O Registrador Nacional da Colômbia informou, nesta terça-feira (23/06), que a contagem final dos votos da disputa presidencial do fim de semana divergiu em apenas 0,003% das cédulas em relação à apuração inicial. Dessa forma, significa que a contagem inicial, que havia apontado a vitória do candidato de direita Abelardo De La Espriella (Defensores da Pátria) e a apuração oficial dos votos não apresenta divergência significativa, segundo o órgão eleitoral colombiano.

“Após a conclusão da análise inicial realizada por juízes em todo o país, confirmou-se que a apuração preliminar dos votos apresentou um alto nível de precisão, garantindo a eficiência e a transparência dessa ferramenta como parte do sistema eleitoral colombiano. Quase 9.000 pessoas, incluindo juízes e tabeliães, atuando em 2.992 comissões de apuração em todo o país, realizaram essa tarefa, que foi concluída nas últimas horas”, diz a carta.

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Na pré-contagem, De La Espriella liderava a disputa com 49,6%, sendo uma vantagem inferior a 1% sobre o senador esquerdista, do partido governista, Iván Cepeda (Pacto Histórico), que obteve 48,7% dos votos.

Cepeda havia declarado que aguardaria a verificação final da contagem pelas autoridades eleitorais, através do escrutínio (processo de apuração dos votos) antes de reconhecer o resultado. Ele havia indicado também que pediria recontagem devido à diferença mínima de votos.

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Historicamente, segundo a imprensa colombiana, a diferença de votos entre a pré-contagem e o escrutínio dos votos é mínima e, caso ocorra, não costuma ser representativa. O CNE disse que o processo do escrutínio deve ser concluído entre esta terça e quinta-feira (25/06).

Os “erros” da campanha

Em meio à discussão sobre os resultados eleitorais e o escrutínio, o senador Iván Cepeda afirmou que “o aparato midiático e alguns ‘analistas’ criticam os ‘erros’ da campanha”, enquanto “se difundem interpretações maliciosas sobre minha equipe de colaboradores, alguns dos quais já estão sendo ameaçados”, disse em uma publicação no X.

Cepeda foi enfático ao assumir a responsabilidade pela condução da campanha: “Quem tiver que fazer reclamações sobre como se dirigiu a campanha, pode muito bem dirigi-las a mim; único responsável por eventuais desacertos.” Ele também reafirmou seus princípios políticos: “Desde o começo eu deixei claro. Não ia transigir com a política fácil de tratos inescrupulosos, marketing de imagem e demagogia barata. Sinto muito: para mim são importantes os votos, mas também como se conseguem.” E completou: “Então, se se busca responsável, aqui estou para assumir o que se deva.”

O senador, no entanto, alerta que há uma questão mais profunda por trás das críticas superficiais: “Mas, além desses exames superficiais, está a questão de fundo. Esta é uma jogada muito oportuna, para tentar debilitar as justas alegações que fazemos no escrutínio.” Para ele, o objetivo dessas críticas é também “minimizar nosso resultado. Como se 12’700.000 colombianas e colombianos fossem uma insignificante fração do país”.

E conclui com firmeza: “Nada disso. Somos uma grande força, consciente, organizada e mobilizada. Não um ‘erro’ de campanha”.