Sábado, 7 de fevereiro de 2026
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A Rússia condenou neste sábado (31/01) as recentes medidas unilaterais dos Estados Unidos contra Cuba, descrevendo-as como uma tentativa deliberada de “afogar a ilha” economicamente. A posição foi dada pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russa, Maria Zakharova.

“A posição da Rússia sobre o assunto permanece inalterada: medidas unilaterais de pressão em forma de sanções sobre Estados soberanos independentes, adotadas fora da ONU e das disposições de sua Carta, bem como de outras normas do direito internacional são absolutamente inaceitáveis”, enfatizou a diplomata russa.

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Segundo Zakharova, as ações dos Estados Unidos de Donald Trump constituem um novo episódio na estratégia de pressão máxima que Washington tem aplicado repetidamente sobre Havana, com o objetivo de sufocar a economia da ilha.

“Condenamos veementemente as medidas restritivas e ilegítimas contra Havana, incluindo a pressão sobre a liderança cubana e sobre os cidadãos daquele país”, reafirmou, acrescentando que apesar dos obstáculos impostos pelos norte-americanos, a Rússia está “convencida” de que “Cuba continuará mantendo laços econômicos estrangeiros eficazes”.

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A diplomata russa enfatizou que, no “novo documento anti-cubano” dos Estados Unidos, a Rússia, junto com alguns outros parceiros estrangeiros de Havana, foi classificada como um Estado “hostil” e “malicioso”. Para ela, tais “rótulos” não contribuem nem para a estabilização do diálogo entre Moscou e Washington, nem para aumentar a eficácia dos esforços de mediação norte-americana na resolução de crises em diferentes regiões do mundo.

“[O lado russo] não pode aceitar as tentativas de criar obstáculos à cooperação internacional, ainda mais com o país que enfrenta uma situação social e econômica complexa, causada em grande parte pelo bloqueio comercial, econômico e financeiro dos EUA que dura quase 70 anos”, destacou.

Zakharova também assegurou que a cooperação entre Rússia e Cuba “não é direcionada contra terceiros e não pode ser considerada em detrimento dos interesses de ninguém.” A porta-voz reforçou a existência de “laços históricos especiais” entre Moscou e Havana e que as tradições de cooperação bilateral, de natureza “abrangente”, têm “raízes profundas” e amplo apoio sociopolítico.

Porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova reitera solidariedade a Cuba em meio a ameaças norte-americanas
Serviço de Imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia/TASS

Ameaças dos Estados Unidos

Após o ataque norte-americano à Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, Trump fez declarações ameaçando aumentar a pressão sobre Cuba. O republicano coagiu o governo cubano dizendo que “entrar e destruir” a ilha pode ser a única opção restante para forçar mudanças.

Nesta semana, o magnata assinou uma ordem executiva que autoriza seu governo a impor tarifas adicionais a produtos importados de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba. O texto presidencial declarou “emergência nacional” em relação à ilha, alegando que a situação cubana constitui uma suposta “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.

As intervenções norte-americanas ocorrem no âmbito da chamada “Doutrina Donroe”, e em meio ao bloqueio econômico e comercial que Washington mantém sobre Havana há mais de seis décadas. O embargo, que afeta severamente a economia do país, também foi reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.

“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazer. Cuba não ataca, tem sido atacada pelos EUA por 66 anos, e não ameaça, prepara-se, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue”, disse o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.

(*) Com TASS e Telesur