Rússia desafia ameaças de Trump e garante envio de petróleo a Cuba
Embaixador russo em Havana disse que 'prática continuará' apesar das pressões dos EUA contra países exportadores à ilha
O embaixador russo de Cuba, Viktor Coronelli, afirmou nesta quarta-feira (04/02) que a Rússia continuará fornecendo petróleo à ilha, assim como já tem feito nos últimos anos. “Partimos do princípio que essa prática continuará”, declarou em entrevista à agência de notícias estatal russa RIA Novosti.
Inclusive, em recente fala à imprensa, nesta quinta-feira (05/02), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel revelou que, desde 3 de dezembro, sua nação não recebeu “uma única gota de combustível”, criticando a intensificação da pressão promovida pelo governo dos Estados Unidos de Donald Trump.
Neste domingo (01/02), o presidente norte-americano anunciou que seu país iniciou conversas com “as mais altas autoridades em Cuba” em meio às ameaças do endurecimento de sanções. A declaração veio dias depois que o republicano alegou, sem provas, que a ilha é “uma ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional de sua nação.
Na semana passada, o mandatário norte-americano havia anunciado a imposição de tarifas às nações que exportassem petróleo para Havana, em uma medida que visa bloquear todo o recurso natural como modo de pressionar o país sul-americano, na esteira de sua chamada “Doutrina Donroe”.
O porta-voz do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Stéphane Dujarric, afirmou que António Guterres está “extremamente preocupado” com a atual situação humanitária em Cuba, correndo risco de “entrar em colapso” caso as necessidades petrolíferas do país não foram atendidas.
Ainda na quarta-feira, o sistema elétrico de Cuba sofreu um novo apagão, afetando aproximadamente 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do leste da Ilha, de acordo com as informações da empresa estatal Unión Eléctrica. Vale ressaltar que este é o segundo apagão parcial do sistema elétrico nacional do país sul-americano em três meses, em meio a uma crise energética provocada em décadas de sanções ocidentais.
(*) Com Telesur e RIA Novosti
























