Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Os governos da Rússia e da China declararam que continuarão apoiando Cuba, país que historicamente vem sofrendo uma crise humanitária e energética devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A posição se deu na quarta-feira (14/04) em Pequim, capital do país asiático, onde o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, realizou uma visita de Estado em reunião com seu homólogo chinês, Wang Yi, e discutiu os principais temas da agenda internacional.

Na visita, Lavrov também exigiu que os Estados Unidos abandonassem a política de opressão colonial contra as nações soberanas e livres, ao lembrar que não foi Havana quem rejeitou diálogos por décadas, e sim Washington com a intenção de isolar a ilha. O ministro também destacou que Moscou enviou o primeiro navio com 100 mil toneladas de petróleo para a nação caribenha e garantiu que continuará fornecendo essa ajuda. 

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Em relação ao cenário internacional, o chanceler russo afirmou que o momento atual é caracterizado por “severas provações”, ao abordar a situação no Oriente Médio, os acontecimentos na América Latina, incluindo a Venezuela, e a crise ucraniana.

Segundo a agência Xinhua, a China destacou que a nação asiática, juntamente com a Rússia, reiteraram que devem trabalhar juntas para restaurar a autoridade das Nações Unidas (ONU) e promover o multilateralismo nos assuntos internacionais.

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“É necessário fortalecer a cooperação multilateral, apoiar firmemente e promover o multilateralismo, trabalhar conjuntamente para restaurar a autoridade e a vitalidade das Nações Unidas, e coordenar e cooperar estreitamente nos quadros da Organização de Cooperação de Xangai e dos BRICS para avançar o desenvolvimento da ordem internacional em uma direção mais justa e razoável”, citou a agência de notícias.

Chanceleres da Rússia, Sergei Lavrov, e da China, Wang Yi, durante reunião bilateral em Pequim
Ministério das Relações Exteriores da Rússia

Segundo a agência russa TASS, Xi Jinping observou que ambas as nações devem manter a determinação estratégica e apoiar um ao outro, cumprindo suas respectivas tarefas. “É necessário aproveitar plenamente as vantagens da proximidade e complementaridade, aprofundar a cooperação abrangente e promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou o presidente, citado pelo veículo. “Diante de mudanças nunca vistas em um século, China e Rússia deveriam, por meio de uma coordenação estratégica ainda mais próxima e forte, proteger firmemente os interesses legítimos de ambos os países e defender a unidade das nações do Sul Global”, acrescentou o mandatário.

(*) Com TASS e Telesur