Rússia reafirma solidariedade a Cuba e denuncia 'bloqueio desumano' dos EUA
Porta-voz Maria Zakharova afirmou que pressão contra ilha aumentou após ataque de Washington à Venezuela e prometeu continuidade de 'assistência e apoio ao povo irmão'
A posição de Moscou em relação a Cuba permanece inalterada e mantém sua firme solidariedade com Havana diante da pressão econômica e militar externa sem precedentes que o país vem sofrendo, afirmou nesta quarta-feira (18/02) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
“Cuba vive sob um bloqueio econômico, comercial e financeiro ilegítimo e desumano imposto pelos Estados Unidos”, enfatizou a porta-voz, acrescentando que a pressão contra a ilha aumentou ainda mais após o ataque militar de Washington contra a Venezuela.
“Continuaremos a prestar assistência e apoio ao povo irmão de Cuba”, afirmou Zakharova, descrevendo a nação caribenha como “uma amiga próxima e parceira estratégica da Rússia”. “Estamos unidos por uma relação sólida e comprovada de respeito e apoio mútuos que já dura quase sete décadas”, enfatizou.
Novas ameaças de Trump a Cuba
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representava para a segurança dos Estados Unidos e da região.
Com base nessas medidas, foram anunciadas tarifas para os países que vendem petróleo para a nação caribenha, juntamente com ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contrariamente à ordem executiva da Casa Branca. Mais tarde, o ocupante da Casa Branca reconheceu que sua administração estava em contato com Havana e indicou que pretendiam chegar a um acordo, embora tenha descrito o país caribenho como uma “nação em declínio” que “já não depende da Venezuela” para apoio.
Essas declarações surgem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca; ela é atacada pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; ela se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue”, declarou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
Todas as acusações infundadas de Washington foram sistematicamente rejeitadas por Havana, que advertiu que defenderá sua integridade territorial.
























