Terça-feira, 3 de março de 2026
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou nesta segunda-feira (09/02) o endurecimento de sanções dos Estados Unidos contra Cuba, classificando as restrições norte-americanas de “injustas” por afetarem diretamente a população, impedindo o funcionamento de serviços básicos como hospitais e escolas. Nesse sentido, reafirmou o compromisso inabalável de seu país com o princípio do respeito à soberania e autodeterminação dos povos, garantindo que a ajuda humanitária a Havana continuará sendo enviada.

A posição foi dada nesta segunda-feira (09/02) durante sua tradicional coletiva matinal. Em fala à imprensa, a mandatária mexicana enfatizou que sua nação sempre atuou com solidariedade a outros países, e que diante das mais recentes ameaças dos Estados Unidos, seu governo não será indiferente às dificuldades enfrentadas pelo povo cubano.

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No domingo (08/02), o Ministério das Relações Exteriores do México confirmou o envio da ajuda humanitária após a partida de dois navios com destino a um porto da ilha caribenha, que tem como expectativa chegar dentro de quatro dias. De acordo com um comunicado, o governo de Sheibaum destacou que “o povo do México mantém viva sua tradição de solidariedade com os povos da América Latina e, em particular, com o povo de Cuba”.

Em expressão de gratidão, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reconheceu o afeto histórico compartilhado entre as duas nações. O líder cubano enfatizou que a solidariedade surge em um contexto crítico de escassez, reafirmando que o apoio mexicano representa um alívio significativo para as famílias que residem na ilha caribenha e que resistem ao impacto das medidas coercitivas de Washington.

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reprodução/ Claudia Sheinbaum Pardo

Tarifas impostas por Trump

Com relação às ameaças levantadas pelo presidente norte-americano Donald Trump no mês passado, referentes à imposição de sanções tarifárias a países que continuem fornecendo petróleo para Cuba, Sheinbaum pontuou que tais medidas que afetam o povo “não são corretas”.

“Você pode concordar ou discordar do regime cubano, mas não pode afetar o povo cubano”, disse, “É muito injusto”.

A mandatária mexicana reafirmou o princípio da autodeterminação dos povos ao enfatizar sua discordância com o argumento norte-americano de que a sociedade cubana tem sido prejudicada em decorrência de divergências políticas internas. Para Sheinbaum, “os únicos que podem decidir como governam são os próprios cidadãos; isso é muito importante. Não se pode prejudicar o povo, mesmo que se discorde do governo; não se pode fazer um povo sofrer”.

Em resposta às ameaças tarifárias, destacou ainda que o México está tomando “todas as medidas diplomáticas para evitar a imposição de tarifas ao México por enviar petróleo para Cuba”. Atualmente, as remessas de petróleo para Cuba estão suspensas, em uma medida que o governo de Díaz-Canel denuncia afirmando que visa sufocar a economia nacional e tornar as condições de vida insuportáveis.

“Por meio do México, pode-se estabelecer uma comunicação entre os dois países para resolver essa situação o mais rápido possível”, afirmou Sheinbaum, destacando que, enquanto as tensões no setor energético estão em processo de resolução, o fluxo de suprimentos alimentares e de apoio técnico segue ativo.

(*) Com Telesur