Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quarta-feira (27/05) que a direita mexicana está organizando uma campanha coordenada com a direita internacional, especialmente com grupos da Argentina, Espanha e Estados Unidos, com o objetivo de “atacar o governo e o povo mexicano”, já que neste domingo (31/05) será apresentado o tradicional Informe Anual de Governo.

Durante sua tradicional coletiva de imprensa matinal, a mandatária mexicana destacou que a ofensiva está sendo manifestada por meio de redes sociais, tendo como palavras-chave “pátria, família e liberdade”, que, segundo ela, são utilizadas.

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Vale ressaltar que o Informe de Governo , um relatório apresentado tradicionalmente uma vez por ano, funciona como uma prestação de contas obrigatória, já prevista na Constituição mexicana (artigo 69), em que o governo detalha seus feitos e quais são suas próximas prioridades.

Além de ser transmitido nacionalmente, no governo de Sheinbaum esses eventos servem como uma grande apresentação direta à população e ao Congresso, além de destacar os atuais posicionamentos no cenário nacional e global.

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Sheinbaum esclareceu que seu relatório não será apenas uma celebração do segundo ano de seu governo, “mas também uma forma de dizer: precisamos estar atentos e ativos, denunciando essa ofensiva que se dirige contra nós”.

A mandatária mexicana alertou que os governos de transformação estão sujeitos a ataques, o que exige que estes se mantenham “próximos do povo mobilizado, defendendo a soberania, a independência, a liberdade e a democracia”, esta última entendida como representação do povo, não a democracia das elites.

Ademais, a presidente afirmou que os Estados Unidos pressionam para que o México tenha um “governo fantoche”, semelhante ao de Porfirio Díaz, conhecido por sua política externa ditada de fora. No entanto, Sheinbaum reafirmou a disposição de seu governo em colaborar com o governo dos Estados Unidos, com base no respeito à soberania nacional.

A mandatária mexicana afirmou ainda que esses grupos defendem a formação de um governo alinhado a interesses externos, disposto a ceder os recursos naturais do país e a acatar determinações sem contestação.

Do mesmo modo, Sheinbaum enfatizou que “no México, quem decide é o povo, não há interferência externa no processo eleitoral”, e expressou sua preocupação com as tentativas de usar o país como plataforma para concorrer às eleições norte-americanas em novembro ou para interferir nas eleições nacionais de 2027.

Sheinbaum está no governo do México há mais de um ano e sete meses
Claudia Sheinbaum/ youtube

Parceria com o Governo brasileiro

Ainda nesta quarta, o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, disse em discurso no Estaleiro Bertolini, em Manaus, que Sheinbaum propôs uma parceria com a Petrobrás na exploração de petróleo em águas profundas.

Durante seu discurso, Lula afirmou que a Petrobras e Pemex (estatal mexicana) atuarão no “Golfo do México, para ver se o companheiro do Trump vai se meter”.

Cabe destacar que o presidente brasileiro não forneceu informações detalhadas sobre valores, prazos ou o andamento das negociações.

Além disso, a Petrobras e o governo federal também não tornaram públicos documentos, protocolos ou manifestações formais sobre uma possível intenção de acordo com o México

(*) Com Telesur e Poder360

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