Sindicato boliviano mantém greve geral contra cortes do governo Rodrigo Paz
Central Operária Boliviana promove mobilizações em todo o país em protesto pela eliminação dos subsídios aos combustíveis no país
A Central Operária Boliviana (COB) ratificou nesta quinta-feira (25/12) a greve geral por tempo indeterminado e escalonada em todo o país, com sindicatos realizando manifestações diárias em La Paz, em protesto contra o Decreto Supremo 5503 do governo Rodrigo Paz, devido ao seu impacto negativo na economia e na população.
Mario Argollo, secretário executivo da COB (Central Operária Boliviana), afirmou que a organização mantém uma posição firme na denúncia das medidas do governo. Eles denunciam a iniciativa governamental que elimina os subsídios aos combustíveis, transferindo o ônus do ajuste para a classe trabalhadora e os setores de baixa renda.
“A decisão de continuar a mobilização apesar dos feriados foi tomada. A posição é firme, e este decreto será amplamente divulgado para que os cidadãos possam compreendê-lo. Haverá marchas em diferentes departamentos do país, portanto a mobilização será em âmbito nacional”, afirmou Argollo.
Desde segunda-feira (22/12), diversos sindicatos, principalmente do setor de mineração, vêm realizando manifestações contínuas em La Paz, sede do governo boliviano. Esses sindicatos permanecerão na cidade, mantendo seus protestos “apesar das festas de fim de ano”, enfatizou Argollo, destacando a determinação dos mobilizados.
Na última terça-feira (23/12), o Executivo boliviano ordenou a repressão da manifestação sindical nas proximidades da Praça Murillo, e os agentes uniformizados usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

‘Mobilização será em âmbito nacional’, afirma Mario Argollo, secretário executivo da COB
Reprodução vídeo / @teleSURtv
Decreto do governo
O Decreto Supremo 5503 é o ponto central do conflito, implementado pelo governo Rodrigo Paz sob o pretexto de solucionar a crise fiscal. Ele inclui reduções nos subsídios aos combustíveis e outros ajustes que impactam diretamente os custos de transporte e o preço de produtos de primeira necessidade.
Sindicatos e grupos de base denunciam a legislação, argumentando que ela transfere o ônus do ajuste econômico para a classe trabalhadora e os setores de baixa renda, levando inevitavelmente a um aumento do custo de vida e à consequente perda do poder de compra. Além disso, diversas organizações sociais alertam que o decreto carece de mecanismos eficazes de proteção ou compensação para os setores mais vulneráveis da sociedade, prenunciando um aprofundamento das desigualdades sociais no país.
A COB decidiu não apenas continuar as mobilizações em todo o país, mas também divulgar informações sobre o alcance deste decreto. Delegados de diversos departamentos chegaram a La Paz, e marchas estão sendo planejadas em outras regiões, garantindo assim uma mobilização nacional para que todos os cidadãos compreendam a essência e o impacto desta medida governamental.























