Quinta-feira, 2 de julho de 2026
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O terremoto registrado na Venezuela nesta quarta-feira (24/06), o maior já registrado no país nos últimos cem anos, atingiu a marca de 188 mortes, 1.520 feridos e 200 pessoas presas em escombros, segundo o balanço mais recente do governo.

Líderes e organizações internacionais prestaram ajuda ao país, enfrenta uma de suas maiores tragédias recentes, em meio a um cenário de instabilidade política no país.

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A presidente interina, Delcy Rodríguez declarou estado de emergência, tendo o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, fechado devido aos graves danos. O governo também anunciou a criação de um fundo de US$ 200 milhões para reconstrução e assistência às vítimas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que cerca de 100 funcionários já estão em solo venezuelano e atuam em apoio direto ao governo após os tremores. Segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, as equipes estão “trabalhando a todo vapor” e a resposta humanitária será ajustada conforme a dimensão dos impactos, em um cenário que se soma a uma crise humanitária já existente no país.

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Já o secretário-geral António Guterres expressou profunda tristeza pelas mortes e danos e reforçou o apelo por solidariedade internacional.

No Vaticano, o papa Leão 14 autorizou o envio de 100 mil euros (cerca de R$ 590 mil) à Venezuela como ajuda inicial, por meio da Esmolaria Apostólica, após contato com o arcebispo de Caracas. A Cáritas também destinou mais 100 mil euros para ações emergenciais e ativou sua rede de apoio para mapear danos, organizar doações e coordenar a resposta humanitária. A entidade informou ainda que há registros de “graves danos estruturais” em diversas paróquias.

Por sua vez, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que o Itamaraty avalie, junto à embaixada brasileira em Caracas, a situação no país para possível envio de ajuda humanitária.

O governo brasileiro ainda não detalhou as medidas que poderão ser adotadas, mas afirmou estar acompanhando a situação e disposto a colaborar com a resposta internacional diante da tragédia.

“Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da mandatária encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, disse Lula.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim vai fornecer “toda a ajuda possível” à Venezuela, conforme as necessidades apresentadas por Caracas.

Na Rússia, o presidente Vladimir Putin declarou “solidariedade e apoio ao povo amigo da Venezuela neste momento difícil”, enquanto o Kremlin informou que irá analisar um eventual pedido de assistência.

Em Cuba, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, manifestou condolências e solidariedade às vítimas dos terremotos.

Já nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou a mobilização imediata de equipes de resgate e o envio de suprimentos médicos e assistência humanitária.

A mandatária do México, Claudia Sheinbaum, informou que a Venezuela solicitou apoio com equipes especializadas em resgate e atendimento médico.

O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou solidariedade à Venezuela e enviou uma equipe de 85 socorristas, enquanto a Itália afirmou estar pronta para prestar assistência. Já, a União Europeia ativou o sistema Copernicus para apoio por satélite, com o intuito de auxiliar os resgates na Venezuela.

Vale ressaltar que até mesmo países com histórico de tensões diplomáticas com Caracas também se pronunciaram. O governo da Argentina, de Javier Milei, lamentou as consequências e disse que pode oferecer ajuda se solicitado.

O Chile declarou disposição para apoio humanitário, enquanto a Bolívia expressou solidariedade ao povo venezuelano. Já o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que enviará socorristas e medicamentos.