Sexta-feira, 3 de julho de 2026
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O Ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, atualizou o número de mortos resultantes dos dois terremotos (7,2 e 7,5) em território venezuelano. O relatório elevou o número de mortes para 920, enquanto o de feridos subiu para 4.300 vítimas dos abalos sísmicos registrados na quarta-feira no país.

“É importante lembrar também que no sistema público, até às 19h de hoje, atendemos mais de 4.300 feridos (…) e recebemos cerca de 235 pacientes que chegam sem sinais vitais ou que morrem ao chegar às nossas unidades de saúde”, afirmou Alvarado.

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O balanço das autoridades locias indica que há mais de 200 pessoas presas sob os escombros e mais de três mil famílias afetadas pelos graves danos à infraestrutura, com 250 edifícios atingidos e oito hospitais comprometidos, alguns dos quais tiveram que ser evacuados com urgência.

Por enquanto, esse número pode aumentar, pois as autoridades venezuelanas continuam trabalhando incansavelmente nos esforços de resgate nos territórios afetados pela tragédia.

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As autoridades venezuelanas descartaram um alerta de tsunami para todo o país e pediram à população que evite divulgar informações falsas ou enganosas. Apelaram ainda à calma e a que se mantenha informada através dos canais oficiais.

Ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, atualizou o número de mortos para 920
Ministerio del Poder Popular para la Salud

Epicentro é La Guaira

O epicentro da devastação concentra-se em La Guaira, onde mais de 100 edifícios desabaram e onde o governo está mobilizando máquinas pesadas e preparando o destacamento de 11.500 agentes de segurança para os esforços de resgate, enquanto milhares de civis participam voluntariamente da busca por sobreviventes e da coleta de suprimentos.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, juntamente com altos funcionários como Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez, visitaram a área afetada em meio a relatos de falhas nos serviços de comunicação e eletricidade.

A resposta internacional foi imediata, com a situação sendo descrita como uma “devastação verdadeiramente aterradora”. O Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, confirmou o envio de 12 equipes internacionais de busca e resgate.

Países como El Salvador e a República Dominicana já enviaram brigadas de ajuda humanitária, enquanto os Estados Unidos autorizaram transações excepcionais relacionadas aos esforços de socorro, isentando-as das sanções existentes, e destinaram 150 milhões de dólares por meio de agências humanitárias para apoiar a emergência.

A conectividade aérea na capital continua interrompida devido ao impacto no principal aeroporto, o que levou ao cancelamento de voos por companhias aéreas como a Iberia e a Air Europa. No entanto, outros aeroportos nacionais retomaram parcialmente as operações, dependendo da disponibilidade.

Enquanto as buscas continuam, a sociedade civil está mobilizando redes digitais para localizar familiares que ficaram incomunicáveis, enfrentando um desafio humanitário crítico que se soma à assistência que a ONU já prestava a oito milhões de venezuelanos antes do terremoto.

O apoio internacional tem sido evidente desde o início, com países, organizações, equipes esportivas e outros expressando sua solidariedade e oferecendo assistência à nação bolivariana em seus esforços de recuperação após os eventos de quarta-feira.