Terremotos no Peru matam seis pessoas e deixam centenas de desabrigados
Abalos sísmicos de magnitude 5,1 e 3,7 atingiram região andina de Junín, no centro do país, na noite deste sábado (18)
Dois terremotos de escalas 5,1 e 3,7 atingiram a região andina de Junín, no centro do Peru, na noite deste sábado (18/07). Ao menos seis pessoas morreram, 30 ficaram feridas e centenas encontram-se desabrigadas, segundo balanço divulgado pelo governo peruano, neste domingo (19/07).
O primeiro tremor, com epicentro em Chongos Bajo, na província de Chupaca, a cerca de 300 quilômetros a leste de Lima, foi seguido por um segundo abalo 17 minutos depois, destruindo dezenas de moradias e levando a interrupções no fornecimento de energia elétrica. Após os primeiros abalos, o Instituto Geofísico do Peru (IGP) contabilizou ao menos 12 réplicas de baixa magnitude.
Segundo o chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), Luis Vásquez, ao menos 48 moradias foram destruídas, deixando cerca de 300 pessoas desabrigadas na região. Durante os tremores, a Cruz de Cani, erguida em 1534 e localizada na praça principal de Chongos Bajo, desabou. O monumento religioso, esculpido em calcário, foi declarado patrimônio cultural, juntamente com a igreja principal e a Capela El Copón, em 1990.
Os tremores ocorre após outro terremoto, de magnitude 7,4, atingir o México e a Guatemala na última sexta-feira (17/07); e semanas depois de dois terremotos devastarem parte da Venezuela, em 24 de junho.

Terremotos no Peru matam seis pessoas e deixam centenas de desabrigados
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Ações prosseguem em áreas afetadas
O presidente interino do Peru, José María Balcázar, anunciou o enviou de ajuda humanitária para atender a população atingida. “O governo vem atuando de forma imediata diante dos terremotos registrados em Junín, por meio do envio de ajuda humanitária e da coordenação com as autoridades regionais para atender as famílias afetadas”, afirmou.
Em comunicado, o Ministério do Interior do Peru informou que a Polícia Nacional mantém ações de busca e resgate da vítimas, além de atendimento humanitário e segurança nas áreas atingidas. Foram mobilizados mais de 250 agentes das Unidades de Serviços Especiais e mais de 50 bombeiros para atender a emergência.
Nas redes sociais, a presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, lamentou o desastre. “Expresso minhas sinceras condolências às famílias das vítimas fatais e minha solidariedade a todos os afetados”. Ela elogiou as ações da Presidência e instou o governo peruano “a continuar envidando todos os esforços necessários e a adotar as medidas imediatas requeridas para proteger a população, auxiliar os afetados e prestar apoio oportuno às famílias enlutadas”.
























