Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Militares da Força Aérea dos Estados Unidos desembarcaram na cidade costeira de Manta, na província equatoriana de Manabí, para a realização de operações conjuntas com a Força Aérea Equatoriana (FAE).

Em 2008, o país promulgou sua atual Constituição, proibindo a instalação de bases militares estrangeiras,  o que levou a saída dos oficiais estadunidenses da cidade litorânea em 2009.

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Agora eles retornam, mesmo diante da rejeição expressa por 60,82% da população equatoriana que, em consulta popular ocorrida em 16 de novembro, rechaçou a instalação de bases militares estrangeiras no país.

O governo do presidente Daniel Noboa alega que a presença dos militares norte-americanos será “temporária” e que trata-se uma estratégia bilateral de segurança. Ele justifica a operação como parte do fortalecimento das capacidades militares para o enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado.

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Segundo o presidente equatoriano, a cooperação com Washington permitiria identificar e desarticular rotas de drogas e responsabilizar grupos criminosos que, segundo ele, tentaram “tomar o controle do país”.

A decisão levantou críticas internas, informa a TeleSur. Verónica Silva, ex-candidata nas eleições equatorianas, condenou a medida e disse que os países da região devem adotar uma posição soberana comum contra a presença de forças estrangeiras.

Para ela, discursos que defendem a intervenção externa em nome de uma suposta pacificação ocultam riscos à autonomia nacional. “Não há paz possível sem soberania”, declarou, ao advertir para a necessidade de vigilância cidadã diante dos acordos que ampliam a tutela militar externa na América Latina.

Tropas norte-americanas desembarcam no Equador em meio à forte rejeição popular
Daniel Torok / White House

Acordos no Paraguai e Peru

A presença militar dos Estados Unidos está prevista em outros países da região. No Paraguai, os governos de Assunção e Washington firmaram na última segunda-feira (15/12), um acordo de cooperação militar que permite a atuação de militares e funcionários civis do Departamento de Defesa (Pentágono) em território paraguaio.

O pacto foi assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano. O acordo estabelece as bases legais para treinamentos bilaterais e multinacionais, garantindo imunidade a oficiais e civis  estadunidense. O acordo não estabelece, necessariamente, a criação de bases militares permanentes.

Outro país que avançou na cooperação militar com Washington foi o Peru. No mesmo dia 15, o governo peruano autorizou oficialmente a permanência de militares norte-americanos ao longo de todo o ano de 2026 no país. A medida foi aprovada pelo Congresso no dia 4 de dezembro.

Estão previstos treinamentos conjuntos entre as Forças Armadas de ambos os países, incluindo órgãos de segurança do país, como a Polícia Nacional (PNP). A alegação, como no caso do Equador e do Paraguai, é cooperação em segurança e combate ao narcotráfico, com  foco em operações antiterrorismo, inteligência e capacitação tática.