Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Em uma coletiva para a imprensa local, nesta segunda-feira (13/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar Cuba, desta vez sugerindo a possibilidade de atacar o país socialista logo após terminado o atual conflito contra o Irã.

“Poderíamos invadir Cuba depois que terminarmos isso (guerra contra o Irã)”, afirmou o mandatário norte-americano, alegando que tal medida “agradaria a muitos cubanos-estadunidenses, a maioria deles meus eleitores”.

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Trump também disse que, para ele, Cuba “tem sido terrivelmente mal administrada por muito tempo, sob o regime dos Castro (Fidel e Raúl)”, e que tem “um sistema de governo terrível” e um “Estado falido”.

Em sua retórica, o presidente norte-americano não mencionou o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos ao país socialista desde 1962 e que é fator preponderante no desenvolvimento da economia cubana desde então.

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Cuba estuda movimentação de Washington

Em entrevista à Agência Brasil, o diplomata cubano José Cabañas Rodríguez, ex-embaixador do país caribenho nos Estados Unidos (entre 2015 e 2020), destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.

“Os que precisam analisar a iminência ou não da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse Cabañas, atual diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (CIPI), em Havana.

Cabañas acrescentou que um ataque norte-americano “é uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”.

Trump falou sobre Cuba em entrevista à imprensa local
Casa Branca

Dar a vida pela Revolução

Neste domingo (12/04), em entrevista para o canal norte-americano NBC News, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que está disposto a defender seu país até a morte, caso seja alvo de um ataque militar dos Estados Unidos.

Perguntado sobre se teme ser sequestrado, como aconteceu com seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro passado, ou morto, como foi o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em fevereiro, o mandatário cubano disse que “o povo requer dos líderes a convicção de estarem dispostos a dar a vida pela Revolução”.

“Nós nos defenderemos, e se isso significar morrer, morreremos. Nosso hino nacional diz que ‘morrer pela pátria é viver’. Eu não tenho medo, estou preparado para dar a minha vida pela Revolução”, ressaltou Díaz-Canel.

Com informações de RT.