Venezuela nega suposto envio de petróleo para Israel: 'notícia falsa'
Vice-presidente de Comunicação e Cultura Miguel Pérez Pirela condenou informação divulgada pela Bloomberg salientando que esse tipo de mentira busca minar imagem internacional do país
Miguel Pérez Pirela, vice-presidente de Comunicação e Cultura da Venezuela, refutou uma nova notícia falsa publicada pela agência estadunidense Bloomberg na terça-feira (10/02). Através de seu canal no Telegram, o funcionário classificou a reportagem, que alegava um suposto carregamento de petróleo bruto venezuelano para Israel, como “notícia falsa”, uma afirmação sem fontes oficiais e sem qualquer evidência verificável.
A negação foi feita através da publicação de uma captura de tela do artigo com um selo vermelho “FALSO”, destacando a falsidade da reportagem. Dessa forma, o Governo Bolivariano continua a conter a disseminação de notícias sem fundamento que visam desestabilizar o país.
A manchete da Bloomberg, citada na publicação, afirmava: “Venezuela envia seu primeiro carregamento de petróleo bruto para Israel em anos após a captura de Maduro”. O artigo alegava que o carregamento seria processado pela refinaria do Grupo Bazan, apresentando uma narrativa destinada a minar a estabilidade, a soberania e a paz da nação sul-americana.
A notícia falsa da Bloomberg baseou suas informações em “pessoas com conhecimento do acordo, que pediram para não serem identificadas”, uma prática que a teleSUR rejeita por sua falta de rigor. A agência também fez a alegação falsa de que “no início do ano, as forças norte-americanas capturaram Maduro e o governo Trump disse que assumiria as vendas de petróleo venezuelano“, um elemento central da desinformação.
A Bloomberg tentou justificar a falta de provas diretas mencionando que “Israel não divulga a origem de seu petróleo bruto” e que “navios-tanque desaparecem dos sistemas de rastreamento digital assim que se aproximam dos portos do país”. A agência também citou um carregamento anterior de 470 mil barris em 2020, segundo dados da Kpler, para contextualizar sua alegação. De acordo com a mesma fonte, o Grupo Bazan e o Ministério da Energia de Israel “recusaram-se a comentar”.
O governo venezuelano mantém-se firmemente comprometido com a verdade e a defesa de sua soberania contra campanhas de desinformação. Esse tipo de “notícia falsa” busca minar a imagem internacional do país e gerar incerteza sobre sua governança. A rápida resposta das autoridades venezuelanas ressalta a importância de combater a disseminação de notícias sem fundamento que afetam a estabilidade regional e a independência das nações do Sul Global.
A Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel em 2009, durante a presidência de Hugo Chávez, como forma de protesto contra a Operação Chumbo Fundido, realizada pelo regime sionista em Gaza (2008-2009). No entanto, desde o seu início, a Revolução Bolivariana mantém uma postura de severa crítica às políticas genocidas e expansionistas de Israel.
Nesse contexto, o país caribenho se posicionou firmemente em apoio à causa palestina e denunciou, nos últimos dois anos, o genocídio perpetrado pelo governo de Benjamin Netanyahu contra a população da Faixa de Gaza.
























