Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung declarou nesta terça-feira (18/08) que pretende acelerar as iniciativas para recuperar o controle independente das forças armadas do país em tempos de guerra.

Lee enfatizou que seu país deve prosseguir com o projeto de “transferência planejada” do controle operacional das forças militares, com o argumento de que “o fortalecimento de nossas próprias capacidades aumenta nosso valor e nossa necessidade como aliados”.

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A postura não é nova: o mandatário já havia prometido reduzir a dependência sul-coreana do apoio em Defesa recebido pelos Estados Unidos, mas a aceleração dessa estratégia acontece depois das críticas manifestadas pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre sua insatisfação com relação à postura de Seul no conflito com o Irã.

No domingo, Trump informou ter ordenado o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a reduzir “substancialmente” os exercícios militares conjuntos entre suas tropas com as da Coreia do Sul, apontando que estes seriam “custosos”.

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Outro argumento usado para justificar a decisão foi o fato de que, segundo o presidente, seria “um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte, que o norte-americano descreveu como um país “inofensivo” e “respeitoso” com os Estados Unidos.

Já na segunda-feira (17/08), o mandatário de extrema direita estadunidense criticou Lee pessoalmente por não se aliar aos esforços norte-americanos no conflito contra o Irã.

Vale recordar que desde o cessar-fogo na Guerra da Coreia, estabelecido em 1953, a Coreia do Sul recebe uma quantidade substantiva de ajuda militar dos Estados Unidos, que mantém tropas e bases operacionais no país, incluindo o Campo Humphreys, maior base militar norte-americana em terras estrangeiras.