Terça-feira, 3 de março de 2026
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As urnas em Bangladesh estão oficialmente fechadas e a população aguarda o resultado da primeira eleição do país, após o levante popular de 2024, que derrubou o governo da primeira-ministra Sheik Hasina.

Dois partidos disputam o controle do governo: o Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), coalização de 11 partidos em torno de Tarique Rahman, do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP); e o partido islâmico Jamaat-e-Islami, em torno da candidatura de Shafiqur Rahman.

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Cerca de 127 milhões de eleitores estavam registrados para eleger o primeiro-ministro e cerca de 300 parlamentares. Cinco milhões de jovens estão votando pela primeira vez no país. O pleito também diz respeito a um referendo sobre reformas políticas no país, impondo limites ao mandato do primeiro-ministro e controles mais rigorosos sobre o Executivo.

Entre os apoiadores de Tarique Rahman, está o Partido Nacional Cidadão (NCP), formada pelas lideranças estudantis que participaram da revolta popular contra o governo da premiê Hasina, que permaneceu 15 anos no poder. No ano passado, ela foi condenada à morte, por um tribunal especial de Daca, por seus crimes contra a humanidade após ter matado 1.400 pessoas durante os protestos. Ela se encontra exilada na Índia.

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@trahmanbnp / X

Novo Bangladesh

Desde agosto de 2024, Bangladesh estava sob controle do governo interino liderado pelo Prêmio Nobel Muhammad Yunus. Ele foi encarregado, pelas lideranças que promoveram a revolta popular, para restaurar a democracia no país e promover eleições justas e democráticas. Uma missão cumprida nesta quinta-feira (12/02).

Em comunicado, Yunus parabenizou a nação pela atmosfera ordeira e festiva das eleições, afirmando que “um novo Bangladesh começou”. Ele salientou a “participação espontânea dos eleitores, o comportamento responsável dos partidos políticos, a moderação dos candidatos e o profissionalismo de todas as instituições relacionadas às eleições”.

“Esses esforços conjuntos provaram que nosso compromisso com a democracia é inabalável. O povo desempenhou um papel ativo na determinação do futuro do país, exercendo seus direitos constitucionais”, disse.

No comunicado, Yunus também exortou os partidos políticos e os candidatos a manterem “a decência democrática, a tolerância e o respeito mútuo”, após o resultado eleitoral.

Rahman

Preferido nas pesquisas, Rahman passou 17 anos no exílio, em Londres, antes de retornar ao país, para concorrer ao cargo de primeiro-ministro. Durante a campanha, ele prometeu acabar com a corrupção enraizada e colocar o país em um “novo caminho”.

Ao The Guardian, ele disse que pretende instaurar, caso seja eleito, uma nova era de política limpa com uma abordagem “de cima para baixo, sem tolerância à corrupção”. “Vimos no regime anterior que a corrupção era incentivada”, declarou.

“Nossa economia ficou destruída. Levará tempo, mas se estabelecermos uma verdadeira responsabilização em todas as esferas do governo e enviarmos uma mensagem a todos os níveis, isso acabará por controlar a corrupção”, avaliou o candidato do NPC.