Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O governo da China anunciou neste domingo (12/04) um conjunto de dez medidas que visam reforçar a cooperação com Taiwan em diferentes áreas.

A iniciativa acontece poucos dias após a uma delegação taiwanesa realizar uma longa visita ao território continental chinês, que culminou com uma reunião bilateral entre o presidente Xi Jinping e a líder do partido taiwanês Kuomintang (KMT), Cheng Li-wun.

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Entre as principais medidas anunciadas neste domingo está a criação de um mecanismo regular de comunicação o Partido Comunista Chinês (PCCh) e o KTM, respeitando os parâmetros do chamado Consenso de 1992, que reconhece a existência de uma só China e se opõe à independência de Taiwan.

Também serão impulsionadas políticas para compartilhamento de água potável, eletricidade e gás a partir de Fujian, província costeira mais próxima de Taiwan, e para acelerar projetos sobre a construção de pontes para interligar a ilha com a China continental.

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Pequim se comprometer a retomar completamente os voos diretos regulares para as cidades taiwanesas de Urumqi, Xi’an, Harbin, Kunming e Lanzhou.

Outra medida importante será a facilitação da entrada de produtos agrícolas e pesqueiros taiwaneses que atendam aos padrões de quarentena da China continental.

Os demais pontos da lista de medidas envolvem políticas de intercâmbio cultural e a criação de bolsas para estudantes de ambos os lados do Estreito de Taiwan – tanto taiwaneses que queiram estudar na China continental quanto chineses que queiram estudar na ilha.

Compromissos do KMT

Em declaração feita após o encontro com Xi Jinping, na última sexta-feira (10/04), a líder do KMT, Cheng Li-wun, afirmou que os povos dos dois lados do Estreito “são uma só família”.

Xi Jinping e Cheng Li-wun, durante reunião bilateral em Pequim
CCTV

Ela acrescentou que, segundo sua visão, KMT e PCCh devem fortalecer a confiança política mútua, ampliar intercâmbios em áreas como comércio, cultura e juventude, e trabalhar juntos pela “concretização do grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

A dirigente reafirmou que seu partido seguirá se opondo ao separatismo e aderindo ao Consenso de 1992 como base do diálogo entre o continente e a ilha.

Com informações de TeleSur.